sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas Festas!!!

Obrigado a todos os amigos, clientes e familiares por este ano que passou.
Esperamos que neste novo ano que entra, possamos continuar com a propagação da saúde, bem estar, qualidade de vida e dignidade para todos e, em particular, para toda população da Melhor Idade.


www.casabonsai.com.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Agradecimento!!!!


Fomos no perfil de cada um, agradecemos a todos os emails, falamos com todos pelo telefone e abraçamos a todos que vieram.
Muito obrigado pelo carinho e pelas palavras de incentivo. É esse amor que usamos como combustível, todos os dias aqui na Casa Bonsai Recanto do Idoso.



domingo, 18 de dezembro de 2011

Pic Nic Halloween com foco nas AVDs (Ativdades da Vida Diária)


Durante o mês de Outubro, todos os terapeutas da Casa Bonsai Recanto do Idoso, trabalharam as AVDs com os hóspedes.

O foco foi Alimentação; com objetivos cognitivos em: memória, resgate mnêmico, organização de ideias, conquista e interação social. E objetivos motores em: força, coordenação motora, motricidade fina e grossa, postura,respiração, maximizar faríngea, sobrearticulação e deglutição motora.







O processo incluiu desde adaptações de talheres e copos (Terapia Ocupacional), passando por posturas corretas para as refeições (Fisioterapia), fortalecimento faríngea (Fonoaudiologia), até 2 músicas de autoria dos próprios hóspedes, onde escolheram as melodias “Mamãe eu quero” e “Cabeleira  do Zezé”, que se transformaram em “Refeição”e “O que vou comer?” (Musicoterapia).


Nestas 2 melodias carnavalescas, possui o nome de cada hóspede com sua “comida preferida”, assim, explicando o modo correto para realizar as refeições. Ex: Fulano quando for comer macarrão, precisa mastigar devagar, engolir e depois tomar o suco; Ciclano preste atenção na postura para tomar a sopa, para não engasgar; etc....


Todos os hóspedes decoraram as músicas, pois tinham a identificação pessoal de cada um e a gratificação de construí-las em conjunto com o grupo.




Conforme os dias foram decorrendo e as músicas sendo decoradas, a qualidade das refeições dos hóspedes Bonsai cresceu muito.

No dia evento (Pic Nic do Halloween), a Casa Bonsai recebeu o Coral Cante Outra Vez, composto por 50 vozes da Terceira Idade, que apresentou diversas músicas de seus contextos sonoro-musicais e da mesma época dos hóspedes Bonsai (Chalana, Rio de Piracicaba, Maracangalha, Como é grande o meu amor por você, Fascinação, entre outras).





Realizamos uma atividade de descontração, entretenimento e interação sócio-afetiva dos hóspedes com o Coral, que no final da apresentação cantou junto com os hóspedes as músicas das refeições, que eles decoraram durante o mês.

Com grande satisfação e orgulho, todos os hóspedes cantaram as músicas a fim de mostrar ao Coral a capacidade de cantarem também.





Finalizamos o evento com um saboroso Pic Nic em que todos os presentes tiveram a oportunidade de se conhecerem e interagirem, passando uma tarde agradável e descontraída.



sábado, 17 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

Alimentação Saudável na Prevenção do Câncer

Alguns alimentos se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e disseminar, e têm sido associados com o desenvolvimento do câncer,, principalmente de mama, cólon (intestino grosso), reto, próstata, esôfago e estômago.


Como prevenir ou potencializar o tratamento?
Se você está preocupado com a sua alimentação e quer saber algumas dicas rápidas sobre como prevenir ou mesmo potencializar o tratamento, aqui estão:


• Frutas, verduras e legumes frescos (em bom estado e com boa higienização) contêm nutrientes, como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo;

• Alimentos como alcelga, escarola, melão, cenoura, brócolis, batata-doce, couve e espinafre, por exemplo, são ricos em vitamina A, nutriente conhecido por sua atuação na prevenção de câncer;

• As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias cancerígenas com a mucosa intestinal;

• Incluir grãos e cereais integrais no cardápio (trigo integral, aveia, centeio integral, cevada, arroz integral e arroz selvagem, farelo de trigo, semente de linhaça, germe de trigo e gergelim);

• Opte sempre por alimentos frescos e sem conservantes;

• Evite as gorduras de origem animal e consuma moderadamente as de origem vegetal (óleo de canola e azeite de oliva são os mais recomendados), devem ser evitados ou ingeridos com moderação;

• Reduza/elimine o consumo de álcool e tabaco;

• Controle a massa corporal – obesidade é também um fator de risco.

Uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como Diabetes.


Benefícios ao Parar de Fumar

Nos primeiros 20 minutos:
A pressão sanguínea diminui, a temperatura dos pés e das mãos aumenta e as batidas cardíacas não sofrem alterações, antes causadas pelo cigarro.


Após 8 horas sem fumar:
A quantidade de monóxido de carbono no sangue diminui pela metade; a oxigenação das células volta ao normal.


Após 24 horas sem fumar:
O monóxido de carbono é totalmente eliminado do corpo e os pulmões podem começar a eliminar o muco e os resíduos da fumaça.


Após 48 horas sem fumar:
O corpo não contém mais nicotina, o gosto e o olfato começam a melhorar. A transpiração deixa de cheirar a tabaco.


Após 72 horas sem fumar:
A respiração se torna mais fácil e a disposição, em geral, aumenta.


De 2 a 12 semanas sem fumar:
A circulação venosa melhora.


De 3 a 9 meses sem fumar:
Os problemas respiratórios e a tosse acalmam, a voz se torna mais clara e a capacidade respiratória aumenta 10%.


Após 1 ano sem fumar:
O risco de infarto do miocárdio diminui pela metade.


Após 10 anos sem fumar:
O risco de câncer de pulmão diminui pela metade e o de infarto de miocárdio fica igual a de quem nunca fumou.


Mariana Perissinotto – Presidente do Núcleo Anti-tabagismo

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Parceria Casa Bonsai e Rede Drogal

Alzheimer revertido pela primeira vez

Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.


Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.


Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.


Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.


Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano. Assim, colocaram elétrodos perto do fórnix, conjunto de neurónios que carregam sinais para o hipocampo, aplicando, depois, pequenos impulsos elétricos, 130 vezes por segundo.


Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento do hipótalamo de 5 por cento e, outro, 8 por cento.


Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida a doença. Os cientistas têm, contudo, ainda de conhecer mais sobre o modo como a estimulação funciona no cérebro.


Fonte: Nilva de Souza da TV Net

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

HIV na Terceira Idade

Na sociedade ocidental, existem muitos mitos em relação ao envelhecimento.
Pessoas mais velhas geralmente são vistas como improdutivas e assexuadas, tabus que aos poucos vão caindo por terra. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em 2002, revelou que 39% das pessoas acima de 60 anos – fase em que se inicia a terceira idade, segundo a Organização Mundial de Saúde – são sexualmente ativas. Paralelo a isso, a cada ano cresce o número de soropositivos nesta faixa etária.

A médica Valéria Ribeiro Filho, do Departamento de Doenças Infecto Contagiosas e Parasitárias do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que o prolongamento da atividade sexual seja o fator determinante para a evolução da epidemia na terceira idade. Entretanto, ela acha que ainda é cedo para associar o aumento de casos de aids entre esse grupo à utilização de drogas para disfunção erétil: “a partir dos quarentas anos já se percebe o interesse cada vez maior por esses medicamentos. Entretanto, não existem dados concretos que reforcem a teoria que o aumento dos casos de aids nesta faixa etária está relacionado a essas drogas. Como a notificação demora a ser feita, só daqui a alguns anos poderemos fazer essa avaliação”. A psicóloga Marlene Zornetta, também do hospital da UFRJ, acrescenta outro aspecto importante: “Pessoas com mais de 60 anos não foram criadas com a cultura do uso da camisinha. Normal para jovens de vinte e poucos anos, o preservativo não faz parte da rotina das pessoas mais velhas”.


Número de mulheres infectadas com mais de 50 anos sobe 396%

Apesar do número de casos confirmados de aids, entre 1993 a 2003, ter subido 130% entre os homens e 396% entre as mulheres com mais de 50 anos, até hoje não foram criadas campanhas publicitárias específicas para esse público.
Na Câmara de Deputados em Brasília, está em tramitação um Projeto de Lei, do deputado Carlos Nader (PL-RJ), propondo uma campanha permanente e obrigatória de prevenção à aids para pessoas da terceira idade, circulando, no mínimo, duas vezes por ano na mídia impressa e eletrônica. A proposta sugere que as mensagens publicitárias tenham como enfoque a prevenção, como o uso de preservativos.


Doenças podem se agravar com o uso dos anti-retrovirais

Embora os procedimentos para o tratamento de pessoas vivendo com a AIDS com mais de 60 anos sejam os mesmos previstos no Consenso Brasileiro do Ministério da Saúde para adultos, percebe-se que algumas doenças comuns à Terceira Idade podem se tornar mais graves com o uso freqüente dos anti-retrovirais. A médica Valéria Ribeiro Filho explica que há uma tendência de maior fragilidade do sistema imunológico nesta faixa etária. Segundo ela, “são pessoas mais sujeitas a pneumonias e gripes, tanto que tomam vacinas para se prevenir. Doenças como a osteoporose, por exemplo, costumam se intensificar com o uso de anti-retrovirais, o que torna necessário um reforço de cálcio para esses pacientes”.
No caso das mulheres, observa-se que a menopausa é mais precoce, mas a médica do hospital da UFRJ ressalta que faltam pesquisas para confirmar cientificamente essa hipótese. A psicóloga Marlene Zornetta, que está estudando o comportamento de pacientes da Terceira Idade infectados pelo HIV, observa que essas pessoas, em alguns momentos, apresentam características semelhantes aos adolescentes: “Eles são preconceituosos e temerosos em revelar sua condição de soropositivos para o HIV, dificultando o trabalho psicológico em grupo”. Quanto à adesão ao tratamento, tanto Dra.Marlene quanto Dra.Valéria afirmam que a disciplina com os anti-retrovirais é uma característica pessoal e não varia conforme a faixa etária: “A adesão ao tratamento está relacionada a diversos fatores individuais, e não à faixa etária. Essa atitude positiva ao tratamento é uma decisão de cada paciente”, destaca a psicóloga.



Vírus HIV ameaça a terceira idade. Idosos se recusam a usar métodos preservativos

Só no Brasil são mais de 500 mil casos notificados do vírus HIV. Desses, mais de 15 mil atingem idosos. Um dado alarmante se comprado com o ano de 1991, quando havia apenas 950 ocorrências de Aids na terceira idade. Os dados são do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

Segundo o biólogo e doutor em imunologia Dr. Aldo Henrique Tavares, a falta de informação é o principal motivo do crescimento acelerado da Aids nessa faixa etária. "Há pouco tempo, não existia nenhum tipo de campanha para o público idoso. Isso surgiu recentemente, mas de forma muito escassa", afirma Aldo, que também é consultor técnico do Exame Medicina Diagnóstica/DASA.
Para o especialista, a desinformação tem como consequência a vida sexual ativa sem proteção - o que contraria o mito existente há alguns anos, de que idosos não praticam sexo. De fato, a atividade sexual na terceira idade cresceu há pouco tempo. "Existem vários fatores que explicam a prática sexual entre pessoas mais velhas. A melhora da qualidade de vida, o controle de sintomas da andropausa e da menopausa por meio da reposição hormonal e o surgimento de medicamentos, injeções e próteses são alguns deles. Trata-se de métodos recentes", explica Dr.Aldo.
Outros fatores fazem com que os idosos não utilizem preservativos: é algo que foi pouco utilizado ao longo de suas vidas; existe dificuldade técnica na utilização; há medo de perda de ereções; de uma maneira geral, a faixa etária conhece a camisinha apenas como anticonceptivo - e não como proteção contra doenças.
Mais uma preocupação crescente, de acordo com Dr.Aldo, é com relação ao diagnóstico da doença, que muitas vezes é tardio. Em geral, no início da infecção, o portador do HIV aparenta saúde. E, mesmo quando manifesta doenças oportunistas, como tuberculose e pneumonias, há rejeição à probabilidade da presença do vírus. Há também atribuição errônea de sintomas, como fadiga e perda de peso ou de memória. "A última coisa que o idoso pensa é que está com Aids. Procurar um especialista é imprescindível, pois só ele poderá indicar corretamente os exames que devem ser feitos e, posteriormente, o tratamento compatível", informa o especialista.
As demais doenças sexualmente transmissíveis, ou venéreas, também estão alcançando cada vez mais a terceira idade. Entre elas estão candidíase, gonorréia, herpes, hepatite e outros tipos de infecções graves. "A prevenção com o uso da camisinha e a solidariedade com quem está doente são as melhores armas na luta contra a doença", finaliza Dr.Aldo.


Grupo de apoio ao HIV+ ajuda a transformar a vida da Terceira Idade

Judite*, de 60 anos, trabalhava em uma creche como cozinheira quando descobriu ser soropositiva. Casada quatro vezes, Judite tem oito filhos e vários netos. “Quando minha filha mais nova soube que eu vivia com HIV, entrou em pânico. Eu consegui acalmá-la, explicando que iria viver a partir dali da melhor maneira possível”. Assim, Judite obteve total apoio familiar. Com a saúde estabilizada, ela entrou para um grupo de apoio. “Quando entrei no grupo, me senti ainda mais apoiada. Hoje, consegui me transformar em outra pessoa”, afirma com orgulho.

Teresa*, 61 anos, sabe que tem o vírus há sete anos e nunca contou para as filhas. Ela trabalha como empregada doméstica e seu patrão também é soropositivo. Teresa foi quem aconselhou o rapaz a fazer o teste e cuidou dele depois que veio o diagnóstico positivo. Contudo, nunca contou para ele que também é soropositiva. No corredor do Hospital da UFRJ, histórias como a de Teresa se repetem.
Ana* está perto dos sessenta e apenas seus filhos conhecem seu diagnóstico: “tenho medo do preconceito, de ser apontada na rua”, revela. Sentado ao seu lado, um homem bem humorado de 67 anos diz que os seus seis filhos sempre o apoiaram. Entretanto, José* não pretende contar a mais ninguém porque também não quer expor a sua família a algum tipo de discriminação. Evangélico e aposentado, hoje ele se dedica a inúmeros trabalhos comunitários: “A AIDS fez com que eu pensasse um pouco mais em mim. Passei a viver mais intensamente”. Em vários serviços de saúde do Brasil é possível encontrar pessoas como Judite, Teresa*, José* e Ana*. Suas histórias mostram que a epidemia de AIDS é uma realidade entre esta faixa etária. Só não vê quem não quer.


Mais uma chamada da Casa Bonsai no JP Bem Viver!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Abandono na velhice: idosos vivem dor silenciosa ao serem deixados de lado

Em quais situações uma pessoa pode se sentir abandonada?
A situação de abandono pode acontecer em condições muito distintas na vida do ser humano. Dessa forma, entende-se por abandono uma situação vivenciada pelo homem que pode decorrer de múltiplos fatores, como ausência da convivência social, dificuldades relacionadas à convivência familiar, inexistência de família e de parentes, relações conflituosas vividas ao longo da vida nos grupos de pertencimento; dificuldades estabelecidas nos relacionamentos sociais, incapacidades funcionais e perda total de autonomia.

Quais situações podem levar ao abandono do idoso?
Em pesquisas realizadas pelo Núcleo de Estudos do Envelhecimento da Universidade de Caxias do Sul, percebeu-se que o abandono do idoso está relacionado com sua história de vida e com características individuais de cada ser humano. Essas pesquisas apontam para questões que dizem respeito às relações humanas, principalmente as relações interpessoais que foram construídas ao longo da vida, e que, na velhice, se desdobram com mais clareza quando da necessidade de maior atenção, cuidados diante das fragilidades decorrentes do processo de envelhecimento. Muitas das situações de sentimentos de abandono são reflexos da perda de afetos, representada pela perda do companheiro, de filhos, familiares e amigos. Quando os vínculos afetivos são rompidos e as relações se mantêm apenas por meio de lembranças passadas, o idoso percebe o quanto está só e os motivos que geraram essa condição. A condição de abandono também pode estar relacionada a situações de fragilidade em que o idoso com incapacidade funcional é gradativamente isolado do circuito familiar, aumentando seu sentimento de dependência pelos limites impostos pela incapacidade. Os idosos conseguem diferenciar a situação de estar só da situação provocada pela solidão. Muitos vivem sozinhos por escolha própria, mas não se sentem isolados devido às condições que criaram para desenvolver suas atividades de vida diária, podendo inclusive sentir solidão decorrente da sua condição humana, mas não associam ao sentimento de abandono. Pode-se dizer então que existem variáveis objetivas e subjetivas que influenciam essa condição.

O que acontece com uma pessoa que entende que está vivendo uma situação de abandono?
Pelos relatos dos idosos, a situação de abandono conduz a sentimentos de sofrimento. O idoso espera que suas experiências com familiares, amigos, parentes se prolonguem para sempre, como se todos os ciclos de vida fossem iguais. Toma como referência experiências de inserção passadas em que não existiam problemas de relacionamento e nas quais ele ainda exercia o controle sobre os demais membros da família. Essa perda de poder é anulada pelas lembranças, onde o idoso se coloca ainda num lugar privilegiado, marcado apenas pelo espaço de suas memórias, sem estar preparado para enfrentar as fragilidades que seu envelhecimento trouxe. Dessa forma, muitos relatos demonstram que alguns idosos preferem as lembranças do passado ao enfrentamento das relações sociais no presente, utilizando como mecanismo estar num lugar confortável do passado, negando suas condições do presente e se escondendo do sofrimento e da dor que essa falta de preparação de envelhecer lhe impôs. Há ainda aqueles que assumem a condição do abandono e expressam tristeza por estarem sós e a consciência dos limites que enfrentam e da condição irreversível em que se encontram.

Casos de abandono podem vir a se tornar uma doença grave, por exemplo, desencadear o alcoolismo em uma pessoa que foi abandonada?
As condições de abandono podem gerar muitos tipos de doença, não necessariamente apenas o alcoolismo. Essas situações mostram que os indivíduos buscam mecanismos de alívio e conforto fora deles, sem resolver o problema, ou, pelo contrário, muitas vezes aumentam a distância que os separa dos familiares devido à presença de vícios, drogas, agressões, perturbações, entre outras situações que conduzem ao isolamento.

E quando acontece o caso da pessoa ter apenas um ente próximo e esse falece? Como é tratado o abandono nesses casos?
Atualmente essa situação já é comum na vida de muitos idosos. Com a longevidade, muitos idosos perdem parentes e amigos, de forma prematura, o que gera uma situação delicada de busca de cuidados fora da família. Certamente, as próximas gerações deverão estar atentas para essas situações. O fato de o homem viver mais o coloca numa situação de que seus filhos também estarão na terceira idade quando ele for um idoso mais velho, o que implica na possibilidade de viver mais que seus parentes mais jovens. É importante tomar conhecimento de que esse acréscimo de anos na vida do ser humano altera uma série de circunstâncias para as gerações atuais que seus pais e avós não vivenciaram com os pais e avós deles, principalmente porque morriam cedo. A conquista da longevidade traz para as próximas gerações muitas situações novas, não experimentadas anteriormente, e, consequentemente, todas têm um bônus e um ônus que as sustentam.

Como procurar ter uma vida melhor tendo passado por uma situação de abandono?
As situações de abandono são marcadas por experiências em que há sofrimento, tristeza, angústia, dor, ansiedade e solidão. Se o homem tiver consciência de seus limites, decorrentes de sua finitude, poderá se preparar para enfrentar essas situações. Certo é que não seremos diferentes quando idosos do que fomos ao longo de nossa vida. Por isso, não precisamos esperar chegar a essas situações para ter uma vida melhor. A consciência do presente e a manutenção de valores essenciais de respeito e amor à vida podem auxiliar a minimizar os problemas que nascem do abandono. Muitas vezes as respostas dos idosos encontram-se neles mesmos, o que demonstra que nem sempre bastam recursos externos, mas principalmente tocar os recursos internos, marcando posições positivas, de reconhecimento e apreciação da vida. A riqueza das experiências está no reconhecimento do que elas trazem de conhecimento.


Pacientes com Parkinson que frequentam um neurologista vivem mais, aponta estudo

Um estudo com mais de 100 mil pessoas com Parkinson descobriu que os pacientes podem viver mais tempo se frequentarem um neurologista especializado em suas condições. Além disso, eles têm menos probabilidade de ter ossos fraturados. Essas descobertas são da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.

Segundo Allison Wright Willis, autora da pesquisa e professora assistente de neurologia, os dados de cada paciente diagnosticado com a doença foram analisados desde 2002. Dos 138 mil, 58% foram vistos por um neurologista entre o mesmo ano e 2005. O restante contou com cuidados primários para o tratamento.

Nos seis anos após o diagnóstico, os pacientes que receberam cuidados de um neurologista apresentaram 20% menos chances de morrer quando comparados a aqueles que frequentavam clínicos gerais, eles também representam 14% de quebrar o quadril.
“Para melhorar a qualidade de vida das pessoas com Parkinson, precisamos entender como o acesso aos cuidados afeta os resultados da sua saúde”, explica Willis. A autora ainda completa dizendo que “o benefício para pessoas com a doença e para a família dela em evitar uma fratura de quadril, por exemplo, é imensurável”.

Uma possível explicação para essa descoberta é que os neurologistas têm mais experiência em lidar com essa doença, incluindo suas complicações, como desmaios, problemas de raciocínio e infecções.


DICAS PARA ENVELHECER BEM - Exercícios e saúde na terceira idade

Exercícios e uma boa alimentação podem prolongar a vida e minimizar os males do envelhecimento. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo aponta que os índices de ansiedade e depressão são reduzidos em idosos que praticam atividades físicas. Além disso, a rotina de ginástica, dança ou musculação ajuda a dar condicionamento físico, controlar o peso e até melhorar o bom humor.

A constância na prática de esportes é fundamental para o corpo se manter saudável na terceira idade, de acordo com o professor da Unifesp Ricardo Cassilhas. A freqüência na realização das atividades resulta em condicionamento e evita problemas recorrentes dos chamados “atletas de fim de semana”.

“É importante que os exercícios sejam realizados rotineiramente, com recomendação médica e acompanhamento de um profissional de Educação Física. A manutenção de uma dieta equilibrada, rica em frutas e verduras também colabora para uma vida mais saudável”, explica ele.

A junção entre exercício e amizade retarda o envelhecimento, de acordo com a pesquisa da Universidade Federal de São Paulo. Voluntários, que praticaram atividades em grupo, tiveram melhora na qualidade de vida, na memória, no raciocínio e no humor, segundo o professor do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, Ricardo Cassilhas.

Na Casa Bonsai os hóspedes buscam exercícios de acordo com suas necessidades individuais e em grupos, que tornam as atividades ainda mais prazerosas.

DICAS PARA ENVELHECER BEM
·         Praticar exercícios com freqüência
·         Manter uma dieta equilibrada
·         Desenvolver atividades intelectuais
·         Preferir esportes que privilegiem interações sociais
·         Fazer exames médicos regularmente




Presidente assina lei que obriga hospitais a denunciar violência contra idosos

A presidente Dilma Rousseff assinou uma nova lei que obriga hospitais e demais serviços de saúde a notificar autoridades em casos de violência contra idosos. A regra foi publicada nesta quarta-feira (27-07-2011) no Diário Oficial da União.
A lei, que também é assinada pelos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Maria do Rosário (Direitos Humanos), vale tanto para estabelecimentos de saúde públicos quanto privados.
É considerada violência contra o idoso “qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico”.
As regras entram em vigor em 90 dias.
Reportagem da TV Record no mês passado, quando se comemorou o Dia Mundial de Combate à Violência contra Idosos, mostrou que as agressões físicas e psicológicas muitas vezes são praticadas por pessoas da própria família do idoso.

fonte:


domingo, 20 de novembro de 2011

Socialização Melhora o Funcionamento do Cérebro

Dizem que os seres humanos são animais sociais. Intuitivamente concordamos (até os introvertidos!) que o contato social traz benefícios.

Obviamente nós precisamos de outras pessoas para preencher necessidades básicas como garantir que nossos genes passem a outras gerações. De forma menos óbvia, nós precisamos de outras pessoas para manter níveis adequados de sanidade mental e motivação. Menos óbvio ainda é pensar que o contato social pode nos ajudar a melhorar o funcionamento do nosso cérebro…

Saúde mental parece depender em grande parte de estarmos conectados a outras pessoas. Uma pesquisa publicada em 2008 por Ybarra e sua equipe, da Universidade de Michigan, nos EUA, demonstrou que a socialização e exercícios mentais têm efeitos muito similares em termos de melhorar as funções cerebrais!

A hipótese e posterior confirmação do pesquisador era de que a interação social podia facilitar o funcionamento cognitivo (a pessoa estar bem em termos de função cerebral).

Sendo assim….
Vamos exercitar o nosso CORPO, mas também, a nossa MENTE e a INTERAÇÃO SOCIAL!!!

Venha nos fazer uma visita na Casa Bonsai, Recanto do Idoso.


Exercício com música diminui as quedas entre idosos

Um grupo de idosos suíços recebeu a proposta de incrementar sua rotina de exercícios semanais com música.

Ao som de piano durante seis meses, eles conseguiram reduzir o número de quedas pela metade, a música firma o passo e melhora muito o balanço e a movimentação do corpo.

Os cientistas concluíram, portanto, que a experiência “sugere que esse programa pode ser útil para prevenção de quedas e a reabilitação em comunidades, como centros para idosos”.

Os hóspedes da Casa Bonsai já possuem esta percepção e não dispensam uma boa música na hora dos exercícios.

Para saber mais acesse:


Dicas para espantar a preguiça e ter mais disposição

O programa “Bem Estar” da rede Globo de TV veiculou uma reportagem especial com dicas para se obter mais disposição.
No frio, após as refeições e à noite são ocasiões em que a preguiça atinge o nível máximo. No inverno, as pessoas ficam mais quietas e recolhidas, em uma tentativa do organismo não perder tanto calor e conseguir manter a temperatura, mas é justamente nesta época em que se perde menos água e se gasta mais energia para se manter vivo. Ou seja, é essencial se mexer.

Exercite-se
O corpo humano é uma máquina que precisa ser aquecida para ter energia. O exercício funciona, inicialmente, para acordá-lo e tirá-lo do estado de “preguiça”. Como outras máquinas (carro, computador, etc), é necessário aquecimento para começar a funcionar.

Determine um prazo rápido para agir
De 5 a 15 minutos é um tempo adequado, que evita o adiamento constante.

Visualize os benefícios da ação
Quando temos claro o que vamos ganhar, obtemos força para mandar a preguiça embora.

Divida a tarefa em partes
Muitas vezes, a preguiça toma conta das pessoas quando a tarefa é grande e difícil. Dividi-la em etapas, com prazos possíveis para cada fase, facilita a execução. Além disso, cada etapa concluída atua como reforço à motivação de seguir em frente.

Parabenize-se e dê prêmios a você
Estabeleça alguns bônus para si mesmo a cada etapa cumprida no prazo. Essa atitude aumenta a autoestima e mantém o foco na continuidade.

Incentivados por colegas e profissionais, os hóspedes da Casa Bonsai realizam todos os exercícios propostos.


Mais da metade dos casos de Alzheimer podem ser prevenidos

De acordo com um estudo recente apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, mais da metade dos casos da doença de Alzheimer poderiam potencialmente ser prevenidos através de mudanças no estilo de vida e tratamento ou prevenção de condições médicas crônicas.

Pesquisas anteriores já identificavam uma série de fatores de risco para a doença de Alzheimer – incluindo doenças cardíacas e seus fatores de risco, níveis de atividade física e estímulo mental, e alimentação – mas não era claro como modificando esses fatores de risco resultaria na redução dos casos de Alzheimer.

Cientistas utilizaram modelagem matemática para calcular a porcentagem de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a esses fatores de risco modificáveis e, embora as premissas utilizadas ainda tenham que ser validadas, identificaram que sete fatores de risco contribuem para 17,2 milhões de casos no mundo todo, ou 51% de todos os casos.

O estudo conduzido pela equipe da Dra. Deborah Barnes, da Universidade da Califórnia, divulgou a proporção dos casos de Alzheimer no mundo que são potencialmente atribuíveis a cada um dos sete fatores de risco:
1 – Baixo nível educacional: 19%
2 – Fumo: 14%
3 – Inatividade física: 13%
4 – Depressão: 11%
5 – Hipertensão na meia idade: 5%
6 – Obesidade na meia idade: 2%
7 – Diabetes: 2%

Os pesquisadores ficaram surpresos com a descoberta de que fatores como a falta de atividade física e fumar contribuem para mais casos de Alzheimer do que doenças cardiovasculares, de acordo com o modelo. Mas isso sugere que mudanças de estilo de vida relativamente simples como manter a mente ativa, aumentar a atividade física e parar de fumar podem ter um impacto dramático na redução número de casos de Alzheimer ao longo do tempo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pesquisa de remédios e seus genéricos com os respectivos preços e farmácias!!!!

Nos dias corridos de hoje, e com o aumento na quantidade de medicações que os idosos precisam ingerir; é comum não pesquisarmos os preços para comprar os remédios.
 
Neste tumultuado cotidiano, as vezes, pagamos mais de 50% do valor do medicamento em relação a outra farmácia.

O http://www.consultaremedios.com.br/ é um forte alidado para a compra de medicamentos.
Esta ferramenta é um ótimo localizador de medicação com seus genéricos e o principal; com busca de preços do mais barato ao mais caro e suas respectivas farmácias.
Basta digitar o nome do remédio desejado, e você terá, também, os genéricos e os similares de todas as marcas,  com os respectivos preços em todo o Território Nacional.
  


Acupuntura combate efeitos da quimioterapia no Instituto do Câncer.

Dores, náuseas e outros efeitos colaterais de cirurgias e da quimioterapia estão sendo tratados com acupuntura no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.

O ambulatório para esse procedimento foi aberto no início do mês. Segundo Eduardo D'Alessandro, clínico-geral e acupunturista do instituto, a terapia melhora o bem-estar do paciente e o andamento da quimioterapia. Como os efeitos colaterais são amenizados, não é preciso diminuir a medicação.

As agulhas são usadas para controlar dores que aparecem após as cirurgias, hipersensibilidade nas mãos e nos pés causada por alguns tipos de quimioterapia, assim como fadiga, insônia, depressão, problemas intestinais e ondas de calor --efeito de remédios contra o câncer de mama.

A indicação para acupuntura é sempre feita por um médico do instituto, e há casos em que é preciso ter mais cuidado, como em pacientes com inchaços causados por cirurgias ou que estejam tomando anticoagulantes. "O inchaço por falta de drenagem linfática, que pode acontecer após a operação de câncer de mama, pode deixar a pessoa mais exposta a infecções", diz o acupunturista.

D'Alessandro afirma que hoje há menos resistência dos médicos à técnica. "Ela é uma terapia complementar, não substitui remédios."
Fonte: Folha

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Casa Bonsai mais uma vez em evidência !!!

Casa Bonsai é capa do encarte Bem Viver do Jornal de Piracicaba!!!
 

A Casa Bonsai Recanto do Idoso, mais uma vez em evidência!!!

Parabéns a equipe do Jornal de Piracicaba pela matéria.
 
Obrigado Equipe do JP

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Proposta Fisioterapêutica para cuidadores de portadores da doença de Alzheimer

Esta proposta é baseada em  todos os manuais encontrados e  tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do portador da doença de Alzheimer (DA).

Atividades de vida diária (AVDs)

Higiene pessoal
O banho pode causar estresse e medo num idoso portador de DA. Ele pode apresentar resistência ou esquecer-se de tomar banho ou de como fazê-lo.

Sugestões para o cuidador:
• Sempre manter uma rotina: o banho deve ter sempre um horário pré-determinado (manhã, tarde ou noite) para que o idoso adquira um hábito ;
• Antes do banho, o cuidador deve preparar todos os objetos necessários  para  que  não  tenha  que  interromper  o  banho, deixando o idoso sozinho ou confuso ;
• Sempre controlar a temperatura da água do banho por causa da perda de sensibilidade e da alteração cognitiva ;
• Durante o banho, o cuidador deve  inspecionar a pele do idoso à procura de lesões que possam estar escondidas;
• Não esquecer da higiene oral, que deve ser feita sempre depois das refeições com escova de dentes macia, e quando não for possível o uso da escova, usar uma espátula de madeira envolta com gase. As próteses dentárias devem  ser higienizadas depois das refeições e não esquecer da higiene da cavidade oral;
• As unhas devem ser cortadas regularmente;
• Os cabelos devem ser lavados e cortados regularmente e o mesmo deve ser observado com relação à barba;
• Tornar o banheiro seguro com o uso de barras, tapetes antiderrapantes e cadeiras de banho ;
• Deve-se deixar o  idoso realizar a tarefa com o máximo de independência possível. Se necessário, o cuidador pode dar o comando verbal de forma clara e pausada como “agora vamos tirar a blusa”, “passe o sabonete nos pés” e elogiar quando a tarefa for realizada de forma adequada. Da mesma forma, devem ser feitas as atividades de enxugar-se e de vestir-se novamente.
• Para os idosos que adoram tomar banho, esta atividade pode ser um recurso para acalmar o idoso quando este se encontrar muito  agitado. Quando  o  idoso  ainda  apresentar  resistência quanto a tomar banho, deve-se evitar confrontos e discussões e, se necessário, procurar ajuda especializada com enfermagem.

Vestuário
Os  portadores  de DA  esquecem-se  de  como  vestir-se,  não sabendo colocar  roupas adequadas e a ordem de colocação das peças.

Sugestões para o cuidador:
• Evitar roupas com muitos botões, cintos e fivelas, pois esses acessórios podem atrapalhar  tanto o doente como o cuidador. O melhor é utilizar velcros, elásticos e roupas com fecho na parte da frente;
• Evitar sapatos com cadarços e chinelos e dar preferência a sapatos com solas antiderrapantes;
• Ter modelos  iguais  de  determinadas  roupas  que  o  idoso prefere vestir;
• Colocar as peças em ordem de colocação e sempre dar o comando verbal de forma clara e pausada e deixar que o idoso realize a atividade do modo mais independente possível;
• Acompanhar o  idoso enquanto ele se veste e não oferecer muitas opções de roupas;
• Os  agasalhos devem ficar  sob  responsabilidade do  cuidador, pois o portador perde a capacidade de perceber o frio ou o calor;
• Enquanto  o doente  estiver  se  vestindo,  sempre utilizar  a cama ou uma cadeira segura para evitar quedas.

Incontinência urinária e fecal
Na fase mais avançada da DA ocorre a incontinência urinária e fecal. A incontinência urinária é mais comum e pode ocorrer no início da doença, enquanto a incontinência fecal só ocorre em fases mais avançadas. Na DA o idoso pode perder a capacidade de perceber quando precisa  ir ao banheiro, não saber onde fica o banheiro e do que fazer ao ir ao mesmo.

Sugestões para o cuidador:
• Não causar constrangimento ao idoso quando ele apresentar algum episódio de incontinência ;
• Organizar os horários para as idas ao banheiro, observando os horários das eliminações e levar o idoso ao banheiro com intervalos regulares, assim criando um hábito ;
• Vestir o idoso com roupas fáceis para serem tiradas, como calças com fecho de velcro;
• Colocar setas na casa com indicativo de onde é o banheiro e na porta do banheiro colocar um cartaz informativo;
• Durante a noite, deixar a luz acesa tanto do banheiro como do caminho a  ser percorrido para  ir até o banheiro e,  se o idoso apresentar perdas durante a noite, utilizar  fraldas geriátricas;
• Não  restringir  a  ingestão  de  líquidos    que  isso  poderá causar desidratação;
• Colocar barras de segurança próximas ao vaso sanitário;
  Se, mesmo  com  todas  essas medidas,  o  idoso  continuar apresentando perdas urinária ou fecal, fazer o uso de fraldas geriátricas durante o dia todo ou então de sondas;
• Evitar que o  idoso permaneça com  fraldas molhadas por muito tempo e a cada troca higienizá-lo adequadamente com água e sabonete neutro;
• A agitação do idoso pode signiicar que ele quer urinar ou evacuar ou então que a fralda está suja.

Cuidados com pacientes acamados
Com a continuidade da doença, o idoso passa a ficar restrito à cadeira de rodas ou acamado e isso traz complicações tais como escaras de decúbito e hipotermia quando estiver muito frio, o que causa desconforto e agitação. Devemos lembrar que a profilaxia para o aparecimento de escaras de decúbito é a mobilização.

Sugestões para o cuidador:
• Deve-se fazer uma higiene adequada do idoso no leito;
• Não deixar vincos nos  lençóis do paciente para evitar escaras;
• Realizar mobilização do paciente no leito, mudá-lo de decúbito de duas em duas horas (alternar decúbito lateral, dorsal, cadeira de rodas e poltrona), fazendo com que o paciente não permaneça no  leito durante  todo o  tempo,  levando-o, por exemplo, para tomar banho no chuveiro ou tomar banho de sol;
• Utilizar  colchão de  ar  com pressões  alternadas  e,  se não for  possível, utilizar  luvas  com  ar nas  proeminências  ósseas;
  Se  o  idoso  alimenta-se  na  cama,  levantar  a  cabeceira  e, depois das  refeições  observar  se há  resíduos de  comida no leito;
• Manter sempre a pele do doente hidratada;
• Observar qualquer tipo de lesão na pele para que elas possam ser tratadas adequadamente evitando o aparecimento de escaras .

Se o idoso já apresentar escaras:
• A alimentação deve ser rica em proteínas e vitaminas;
• Deve-se procurar orientação médica para o uso de medicamentos locais, antibióticos e tratamento das doenças associadas;
• Raios ultravioletas – os raios solares são eficazes para o tratamento de escaras, então deve-se expor o local da escara ao sol logo pela manhã.

Atividades de vida prática – AVPs

A  realização de atividades que o portador  sempre costumava  fazer  pode melhorar  a  auto-estima  e  assim  a  qualidade  de  vida. Deve-se  ajudar  o  portador  a manter  as habilidades  pessoais,  ou  seja,  uma  idosa  que  sempre  foi dona de casa pode usar algumas habilidades desse serviço, como auxiliar na limpeza da casa ou cozinhar com supervisão.
 
Também deve-se lembrar que a DA é uma doença progressiva e que com o passar do tempo as preferências e habilidades do portador poderão mudar.

Sugestões para o cuidador:
• Atividades que possam trazer risco ao doente, como dirigir ou controlar as finanças, devem ser restringidas quando necessário;
• Se o idoso gosta de cozinhar, ele sempre deve ter supervisão do cuidador, pois o idoso pode não se lembrar de como manipular eletrodomésticos com segurança. Deve-se evitar o uso de batedeiras (estimulando a bater o bolo com a mão), a aproximação à panelas contendo alimentos quentes ou mexer no fogão sem auxílio e supervisão;
  Evitar  atividades  com  objetos  perigosos  como martelos, pregos, facas, etc.;
• Algumas sugestões de atividades indicadas para portadores de DA que são de fácil realização e faz com que o idoso perceba que está realizando uma tarefa útil: artesanato, cuidar de jardins, ajudar a cuidar da casa.

Proposta fisioterapêutica de um programa terapêutico domiciliar

O programa  terapêutico  domiciliar  se trata de uma extensão do tratamento fisioterapêutico.
Será enfocada a qualidade de vida tanto do portador como do  cuidador pois trabalha a independência do doente e complicações como perda de força muscular, dores devido a encurtamentos, imobilidade e deformidades, aparecimentos de escaras, etc.
Caso o idoso se recuse a realizar a atividade proposta,  não  insistir  e  deixar  para mais  tarde,  evitando discussões.

Caminhada e dança
Deve-se incluir a dança e a prática de caminhada no programa domiciliar, visando à melhora da mobilidade, do equilíbrio, da socialização, da manutenção da força muscular e do estado emocional do paciente.

Exercícios de alongamento
Alongamento é uma manobra terapêutica que visa aumentar o comprimento de tecidos moles a fim de melhorar a flexibilidade da articulação.
• Alongamento da musculatura cervical  (flexão, extensão e inclinação);
• Alongamento dos membros superiores (extensores, adutores, abdutores do ombro, músculos peitorais e de flexores e extensores do cotovelo);
•  Alongamento  do  tronco (flexão,  extensão  e rotação);
• Alongamento dos membros inferiores (glúteo máximo, isquiotibiais, reto femoral, adutores, abdutores, flexores plantares e dorsilexores).

É importante lembrar que o paciente não deve sentir dor.
 
Os exercícios para mobilidade descritos a seguir podem ser realizados de forma ativa quando o paciente consegue realizá-los sozinho, assistido quando o paciente necessitar de algum auxílio ou passivo quando o paciente  já não for capaz de realizar o movimento.

Mobilização articular
A mobilização  das  articulações melhora  a  rigidez  e  a  dor por isso ela é muito importante para o portador de DA, já que mantém a amplitude de movimento, o que facilita a realização de atividades de vida diária e de transferências.

• Flexão, extensão rotação e inclinação da cervical;
• Mobilização escapular  (elevação, depressão, adução e abdução);
• Flexão, extensão, adução e abdução de ombro;
• Flexão e extensão de cotovelos, punhos e dedos;
• Flexão, extensão e rotação de tronco;
• Flexão e extensão de quadril e joelho simultaneamente associando a adução e abdução de quadril;
• Flexão plantar e dorsiflexão;
• Exercício de ponte.

A seguir serão descritas formas de auxiliar ou até mesmo de realizar a transferência do paciente. Deve-se dar o auxílio suficiente para que o paciente consiga se transferir quando ele ainda o consegue, e quando ele não for capaz a transferência deve ser realizada pelo cuidador.

• Decúbito  dorsal  para  lateral:  o  paciente  deve  flexionar o membro  inferior  do  lado  oposto  ao  lado  que  irá  deitar e com ajuda do membro superior também oposto fará adução virar para o  lado. Se o paciente não for capaz, o cuidador deve usar de pontos-chave como o quadril e ombro. Para voltar ao decúbito dorsal, realizar a extensão dos membros inferiores e rodar o tronco.
• Decúbito  lateral para  sentado:  colocar  os membros  inferiores para fora da cama e com auxílio do membro superior que está em baixo elevar o tronco para sentar. Para voltar ao decúbito lateral apoiar o membro superior o qual se deitará em cima e conforme o tronco se aproximar da cama colocar os membros  inferiores  sobre a cama. Se o paciente não  for capaz, a seqüência é a mesma, mas o cuidador é que deverá elevar ou deitar o tronco e colocar ou tirar os membros inferiores da cama.
• Sentado para em pé: quando o paciente não consegue levantar sozinho, pedir para que o paciente apóie suas mãos no ombro do cuidador, levar o tronco do idoso bem à frente, pedindo para que ele estenda seus membros inferiores. Daí o paciente pode ser transferido para a cama, cadeira, etc.  com passos  com  auxílio do  cuidador. Se o paciente  já não for capaz de ficar em pé, a transferência deve ser feita por dois cuidadores, um apoiando os membros inferiores sob os joelhos e outro apoiando o tronco sob as axilas e segurando os membros superiores do paciente.

Considerações finais

Com o avanço da doença, o paciente não conseguirá realizar todas as atividades descritas acima, então deve-se agir com bom  senso e    solicitar as atividades que o paciente ainda conseguir, para que não ocorram desentendimentos e principalmente para não afetar a auto-estima do paciente.

Extraído de: MELO, M.A.; DRIUSSO, P. Proposta Fisioterapêutica para os cuidados de Portadores da Doença de Alzheimer. Envelhecimento e Saúde, v. 12, n.4, 2006.