terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Bonsai R-Evolution / Bonenkai Casa Bonsai 2013

A origem do Bonenkai vem do período Kamakura (1185-1333), quando a política e a economia no Japão era governada pelos guerreiros (bushi).

Eles se reuniam no fim do ano para ler o waka (um tipo de poesia japonesa) e discutiam o que aconteceu naquele ano, enquanto saboreavam dos mais refinados aperitivos.


Com o passar dos anos, o Japão foi se modernizando e essa festa tradicional de fim de ano é celebrada por toda a população japonesa, na qual as pessoas se reúnem como forma de se despedir dos acontecimentos ruins e desagradáveis, deixando de lado as rivalidades, as desigualdades e purificar o espírito para o Ano Novo (Vida Nova) que está chegando.

Neste dia 14/12/2013 a Casa Bonsai Recanto do Idoso realizou a festa do Bonenkai-2013 para todos os hóspedes, familiares e amigos, para fortificar e incrementar a amizade que nos une. Além de expressar a raiz da cultura original e seus significados para serem exercidos em 2014.


O objetivo da festa: Bonsai R-Evolution foi prosperar alegria com energia, superar os obstáculos que a vida nos proporciona, com determinação e muita disciplina; através da amizade, cooperação e harmonia entre todos os envolvidos.



Um dos símbolos que representaram o Bonsai R-Evolution, foi o origami do Tsuru (grou) que simboliza o desejo de saúde, felicidade e boa sorte, além da sua mensagem de esperança e paz e por reforçar a nossa crença de que “as pessoas do bem são a maioria”.


A técnica oriental milenar de dobradura do papel, que não usa cola ou qualquer outro artifício, apenas habilidade, delicadeza e dedicação, remete aos valores que cultivamos na Casa Bonsai Recanto do Idoso e estão presentes no nosso trabalho direcionado aos nossos hóspedes: conhecimento, comprometimento e paixão.


O Tsuru simboliza a nossa preocupação em fazer bem feito, porque exprime a capacidade humana de personalizar uma simples dobradura de papel, conferindo-lhe beleza e muitos significados milenares, que transferimos para os cuidados e agradecimentos pela confiança depositada em nossa metodologia de trabalho.


Existe uma lenda japonesa, onde relata que se você fizer 1000 Tsurus, seu desejo se tornará realidade. Como presente, cada convidado levou uma dobradura representando esses 1000 Tsurus, com o desejo pendurado que os idosos da Casa Bonsai elaboraram junto com a psicóloga, onde trabalharam a renovação que a época do Natal e Ano Novo trazem.

O Bonsai R-Evolution, contou com apresentações típicas japonesas (Bon-Odori, JPop e Taiko), para celebrar a confraternização entre todos os presentes.





Casa Bonsai Recanto do Idoso – Bonsai R-Evolution

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Carta de um portador de Alzheimer ao seu cuidador

Lembre-se de que sou uma pessoa consciente, portadora de uma doença que compromete minha memória, minha linguagem e meu raciocínio. Por isso, ajude-me a aceitar a demência sem revolta e infelicidade.

Não perca a paciência se eu pedir a mesma coisa por mais de uma vez. É a única maneira que tenho de dizer que eu não lembro o que falei antes. 
Eu não sou deliberadamente teimoso, mau, ingrato ou desconfiado. A deterioração do meu cérebro faz com que eu me comporte diferente do que eu gostaria. 

Se eu tivesse um braço quebrado, você com certeza não ficaria irritado comigo por estar impossibilitado de fazer certas coisas, não é mesmo? Mas eu tenho um cérebro que está a cada dia se deteriorando. Então, não me culpe pelos efeitos que a doença de Alzheimer tem em minha habilidade de executar certas tarefas. 

Eu não esqueço as coisas com a finalidade de magoar, irritar, embaraçar ou confundir. A doença me faz confuso e desorientado. 
Nove de dez vezes você está certo em me lembrar de algo, vá em frente; por mais que eu demonstre constrangimento ou me aborreça. Eu sei que preciso que me lembrem de tudo. 

Tenha senso de humor; ajuda a aliviar a carga dos meus problemas, os quais, eu sei, muito sobrecarregam você; ajude-me a rir dos percalços da minha doença para diminuir nossas frustrações conjuntas. 
Não tire todas as responsabilidades de mim. Eu estou vivo e quero estar incluído na sua vida e nas decisões que têm de ser tomadas. 

Não pense que estou insensível à sua vida. Sinto dificuldade de verbalizar o que penso, concentrar-me no que gostaria. 
Não desista de mim. Me estimule sempre. Não solucione todos os meus obstáculos. Isto somente me faz perder os respeito por mim mesmo e por você. 
Não me repreenda ou discuta comigo. Isso pode fazer você se sentir melhor, mas só piora as coisas para mim; eu me reprimo mais e me afasto mais das pessoas com receio de errar sempre. 

Não tenha vergonha de mim, não me esconda em casa. Leve-me para passear, ver o sol nascer, o entardecer, o eclipse, o jardim florido, as crianças na praça ...
eu posso até não entender o que estou fazendo nos lugares, mas com certeza SINTO: sinto as vibrações, a alegria, a harmonia. Com certeza eu vejo a beleza do mundo que me cerca.

Olhe-me nos olhos quando for falar comigo. Transmita-me paz e serenidade. 
Não fale de mim como seu eu não estivesse ali. Mantenha minha dignidade.
Não zombe de mim quando eu fizer minhas confissões; quando eu confundir os nomes dos filhos, do cônjuge, dos netos, o local onde estou, quando eu me perder dentro de minha própria casa. Lembre-se que eu preciso de ajuda e compreensão. Por isso, conheça a doença para poder entender o que eu passo e sinto.

Não me deixe sem amor e carinho. Eu sempre vou sentir conforto e segurança quando você me beijar ou me acariciar. 
Você poderá se sentir sozinho quando a doença avançar, mas saiba que não foi minha escolha ter demência. Por isso não me abandone. 
A natureza da minha doença me faz mudar de personalidade; assim sendo, posso tornar-me uma pessoa vil e indigna. 

Quando estivermos reunidos e sem querer faça minhas necessidades fisiológicas, não fique com vergonha e compreenda que não tive culpa, pois já não posso controlá-las.
Não me reprima quando não quero tomar banho; não me chame a atenção por isto. Quando minhas pernas falharem para andar, dê-me sua mão terna para me apoiar. 

Não fuja da realidade: eu tenho uma doença maligna. Troque de papel comigo, para poder entender que o que eu sinto é tão ou mais frustrante do que você sente. Troque de lugar comigo e conheça as minhas aflições por esquecer minha história de vida e perder minha própria identidade. 

Não chore por mim... nem se deprima por ter que conviver com um demente. Nós não escolhemos a demência. Tenha fé. 
Eu choro sozinho por saber que estou limitado e por eu ser fervorosamente (veemente) apegado em minha vida.  Seja você saudável. Basta eu de doente. 
Não se sinta triste, enjoado ou impotente por me ver assim. Dê-me em seu coração, compreenda-me e me apoie.
 
Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero viver e só quero morrer, estiver em fase terminal e vegetal, não se enfades. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei. Trate de compreender que já não vivo, senão sobrevivo, e isto não é viver.



domingo, 24 de novembro de 2013

Situações de emergências em idosos

O que são situações de emergência?

Com as pessoas idosas, de uma hora para outra, pode ocorrer uma piora súbita, repentina ou um acidente, alterando por completo sua saúde e sua rotina de vida. São o que chamamos de emergências. O cuidador deve estar atento, pois uma emergência precisa de ação imediata, firme e segura. Caso contrário, pode levar à uma série de consequências para a pessoa idosa, inclusive a morte.

Qualquer alteração na rotina do idoso, tais como:
*Apatia, moleza
*Sonolência excessiva
*Confusão mental aguda, de repente, sem explicação
*Agitação intensa e agressividade
*Dores muito fortes
*Febre alta
*Sangramentos
*Convulsões
*Vômitos e diarreia, dentre outras...

Podem ser sinais de piora da saúde e que alguma doença séria está se instalando! Procure assistência médica imediata (chame o médico, ambulância ou procure um hospital).



Dr. Márcio Borges – geriatra

Preste atenção no idoso que vive sozinho

Como você sabe quando é hora de ajudar um idoso que está tendo dificuldades nas atividades do dia-a-dia? Está ficando mais dependente? As perguntas deste questionário podem ajudá-lo a tomar essa decisão.

Viver em segurança
1. O idoso tem sofrido acidentes devido à fraqueza, tonturas ou incapacidade de andar com segurança?
2. Existem condições perigosas na casa do idoso, por exemplo, banheiro sem barras no box e no vaso, escada perigosa ou muitos desníveis de solo pela casa?
3. O idoso se recusa a usar cadeira de rodas, andador ou dispositivo auxiliar para se mover com segurança, caso precise?
4. O idoso fala sempre em morte, vontade de morrer ou que a vida já não vale mais a pena? Ou reclama de muita solidão?

Alimentação
1. O idoso não consegue ou não gosta mais de cozinhar? Ou não tem mais ninguém em sua casa, que cozinhe para ele?
2. O idoso está com alguma doença mais séria, anemia, perda de peso ou algum outro quadro sugestivo de desnutrição?
3. Será que o idoso come somente alimentos industrializados (biscoitos e frituras), evitando comida de sal ou frutas e legumes?
4. É comum o idoso reclamar que se esqueceu de comer? Ou você percebe que ele salta refeições?

Autocuidado e higiene pessoal
1. Percebe que o idoso não toma banho diariamente e que apresenta sempre aquele cheiro característico de urina, na roupa?
2. O idoso costuma ter problemas de incontinência e reclama que não dá tempo para chegar ao banheiro?
3. O idoso quase nunca está limpo, asseado, com boa higiene bucal e cabelos lavados e escovados? O idoso não troca diariamente suas roupas, não se veste com roupas adequadas?
4. Sua roupa de cama nunca está limpa, sem cheiros de urina e são trocadas semanalmente?

Uso de medicamentos e consultas com o médico
1. Será que o idoso se esquece de tomar os medicamentos prescritos pelo médico?
2. É comum o idoso tomar uma dose inadequada de medicamentos, propositadamente ou acidentalmente?
3.  O idoso sabe manusear bem os remédios que toma? Sabe ler e interpretar uma receita médica? Consegue contar as gotas do medicamento ou a quantidade de mililitros de um xarope ou solução?
4. Percebe que o idoso é incapaz de pedir ajuda em caso de uma emergência?
5. Os problemas de audição do idoso afeta a capacidade em pedir por telefone ajuda de familiares, vizinhos e amigos?
6. O idoso esquece com frequência de ir às consultas médicas agendadas?

Gerenciar a própria vida
1. O idoso tem dificuldade de lidar com o seu dinheiro? Faz confusão com conta bancária? É incapaz de lidar com caixa eletrônico e extratos bancários?
2. É comum o idoso se perder na rua e sempre tem algum desconhecido ou vizinho ajudando a voltar para sua casa?
3. O idoso esquece frequentemente do nome dos netos, dos sobrinhos ou dos filhos?
4. Percebe que o idoso vem apresentando comportamentos inadequados, socialmente inapropriados e que não reflete seu temperamento e caráter usual?
5. Os familiares, vizinhos ou amigos percebem que o idoso reclama muito de pessoas, conhecidas ou não, que estão perseguindo ou roubando seus pertences? Estão achando o idoso muito desconfiado ou agressivo?

Todas as perguntas foram formuladas para responder SIM OU NÃO. Quanto mais independente e autônomo for o idoso, mais respostas NÃO você responderá. Ao contrário, quanto mais dependente e frágil for o idoso em questão, mais respostas SIM serão assinaladas. Veja aos orientações que oferecemos abaixo:

*Poucas respostas SIM podem significar algum problema de saúde ou social pontuais, talvez mais fáceis de solucionar. Mas que se for deixado de lado, poderá colocar a qualidade de vida do idoso em xeque, no futuro. Nesses casos, o acompanhamento e supervisão de algum familiar, de amigos e vizinhos ajudarão muito.

*Se a maioria das respostas for SIM, retrata claramente que o idoso em questão vem apresentando dificuldades sérias para gerenciar e cuidar de sua própria vida e que alguma doença ou condição de saúde ou familiar está bastante afetada. Esse idoso deverá ser monitorado e ter o apoio familiar para ajudar a cuidar e acompanhar a sua vida. Também deverá ir a uma consulta ao geriatra, avaliando a questão de seus problemas levantados, da dependência e quais as suas possíveis causas, bem como um plano de reabilitação e tratamento.



Márcio Borges - Geriatra

Com quem meus pais irão morar?

Um assunto muito comentado na internet é: “Com quem meus pais irão morar?”. Com quem minha mãe viúva e doente irá morar, com qual filho ou filha meu pai viúvo irá ficar, quem tomará conta de minha avó ou avô?
Por trás dessas perguntas, toda uma vida familiar está exposta, com suas desavenças, suas diferenças, sua união e seu amor familiar. A dependência de nossos pais e avós pode ser uma realidade mais difícil do que possamos imaginar. As diferenças entre irmãos e netos também. Tudo isso sem falar na própria personalidade do idoso dependente ou não, que poderá tornar a vida da família num lugar mais amoroso e acolhedor. Ou num verdadeiro inferno.
Antes de pensar em trazer e cuidar de seus pais ou avós em sua casa, considere estas perguntas:

1.Eu e minha família nos damos bem o suficiente para viver juntos novamente com meu pai ou minha mãe idosa? Temos uma relação positiva e condições de cuidar bem deles? Se você tem ou teve um relacionamento complicado, cuidar dos pais em sua casa pode não ser a resposta certa. Será que o seu cônjuge/companheiro e seus filhos concordam que trazer seus pais para a sua casa é a melhor forma de cuidar deles?

2.Como vamos resolver os problemas que certamente surgirão? Quando as coisas ficarem tensas e os desentendimentos surgirem, como eu e minha família lidaremos com isso?  Partilhe as suas expectativas com a sua família e também com o seu idoso. Pense em algumas regras básicas de convivência, antes que eles venham morar com vocês. Não presuma que cuidar dos pais será um mar de rosas e que os conflitos não aparecerão.

3.O que acontecerá se morar junto não der certo? Cuidar de seus pais deve incluir outras alternativas. Quais são as outras alternativas, se trazer os pais para morarem com você não der certo? Ou se seus pais precisam de mais cuidados do que você pode oferecer?

4.Quanto cuidado estou disposto a oferecer? Morando juntos levanta a questão de quanto cuidado, trabalho e esforço você poderá dar a seus pais. Será que terei condições de ajudar no banho de meu pai ou de minha mãe, ou ajudar a se vestir e se alimentar? Terei condições de contratar serviço de cuidador profissional ou de empresa de homecare? Meus pais aceitarão serem cuidados por outras pessoas?

5.Como pagarei pelas despesas de cuidados de meus pais? Certamente os cuidados dos pais em casa terão um forte impacto financeiro. Cuidar de idosos dependentes normalmente tem um custo financeiro alto. Será que meus pais podem contribuir para o orçamento familiar?  Meus irmãos poderão contribuir? A compreensão clara de como as despesas de cuidados dos pais será tratada, poderá evitar mal-entendidos e brigas entre os familiares.

6.Entre os irmãos, alguém terá melhores condições de cuidar de meus pais? Saberei entender e distinguir essa diferença? Saberei ajudar meus irmãos nessa tarefa? Ajudarei financeiramente, com a minha presença e meu trabalho? Os irmãos têm condições de, pacificamente, conversar e tratar do melhor cuidado para seus pais dependentes?

7.E quando a alternativa de levar meus pais para uma casa de repouso, uma instituição de longa permanência para idosos é a melhor? Eu e meus irmãos saberemos entender e analisar, essa alternativa?

Uma boa comunicação e planejamento são as chaves para o sucesso na difícil tarefa de cuidar dos pais em nossa casa ou na casa dos irmãos. Com essa perguntas e essas dicas, poderemos minimizar essa séria questão e fazer com nossos pais se sintam verdadeiramente cuidados e amados por todos nós, filhos. Afinal, cuidar de nossos filhos nos dá sentido de perpetuação; entretanto, cuidar de nossos pais idosos nos dá sentido de gratidão e compaixão!




Márcio Borges - Geriatra

Relacionamento entre avós e netos ajuda a prevenir problemas psicológicos na maturidade

O ditado diz que os avôs são pais com açúcar, de tantos mimos e gostosuras que eles costumam oferecer aos netos. E essa interação próxima, segundo um estudo da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, chega até a afastar a depressão em quem já passou dos 70 anos.

Os pesquisadores confirmaram que um vínculo forte entre as duas gerações diminui o risco de esse transtorno surgir — aliás, tanto nos mais velhos quanto nos jovens. "O avô fica sabendo das novidades com o neto, que, por sua vez, ganha com o conhecimento e a vivência do idoso", diz Ligia Py, gerontóloga da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Para o vovô, dar apoio concreto, como presentes e caronas, é essencial. "Ele sente que está contribuindo pra valer na vida do neto", completa a especialista.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Feriadão chegando... Vai passear ou viajar com um idoso com demência?

Dicas que poderão ajudar a família que irá passear e sempre leva junto seu idoso amado com demência.

Na fase inicial e no começo da fase intermediária, viajar com idoso com demência pode ser uma situação comum, para a maioria das famílias. À medida que a doença avança, as famílias encontrarão cada vez mais dificuldades em sair de férias ou realizar viagens, até mesmo corriqueiras e rápidas.

>>Nunca fale para o portador sobre o passeio ou a viagem que fará, com muita antecedência. Não o deixe ansioso e confuso em relação ao dia do evento. Procure falar somente na véspera ou algumas horas antes.

>>Nunca faça viagens longas e cansativas. Lembre-se de que sair da rotina da casa pode ser danoso para o idoso portador.

>>Esta dica é para a família: nunca pense que viajar com o idoso portador seja realmente férias. Talvez tenha muito mais trabalho e viajar seja até mais cansativo que cuidar em casa. Se a família quiser realmente descansar e passear, considere não levar o idoso junto, deixando-o aos cuidados de outros familiares (todos precisam ajudar), deixando-o com cuidadores de confiança em sua própria casa ou deixando-o, pelo tempo da viagem, em uma casa de repouso de bom padrão.

>>Tenha sempre em mente um Plano B. Se o idoso ficar confuso e agitado, durante o passeio ou viagem, cancele o plano inicial e volte com o idoso para casa. Isso pode ser feito pelo cuidador familiar principal, por outro familiar escalado para tal função ou pelo cuidador responsável pelo idoso.

>>Levar um cuidador profissional do mesmo sexo que o idoso pode ser de grande ajuda, principalmente se os familiares forem só do sexo oposto. Exemplo: filhas que levam o pai na viagem. Imaginem se o idoso precisar ir ao banheiro de um avião, de um ônibus ou um banheiro público?

>>Nunca se esquecer de levar a receita com todos os medicamentos, ter sempre o cartão de saúde do convênio e, de antemão, saber os locais de serviços médicos de emergência, caso o idoso necessite.



Por Dr. Márcio Borges – geriatra

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dicas que os avós poderiam dar nos dias de hoje, e que talvez você dê um dia para seus netos

Apenas algumas dicas que minha avó deveria ter me dado, mas infelizmente nunca deu ..... Cacho Puebla.

O diretor de criação Chacho Puebla se perguntou quais seriam os conselhos que os avós, nos dias de hoje, dariam para seus netos.

O projeto se chama “Grandmother Tips” e foi criado por Puebla e suas irmãs. Eles juntaram algumas dicas que envolvem cenários atuais da tecnologia, com um toque de cinismo e bom humor e esse foi o resultado!

Não compre um aplicativo que tenha um logo feio


Não confie em ninguém que usa o Xing como sua principal mídia social


Não confie em tudo que você lê e vê no Wikipédia


Nunca jogue World of Warkraft, é muito, muito, muito viciante


Vimeo tem mais qualidade, mas o Youtube tem mais conteúdo


Filho, não twite apenas por twittar


Nunca deixe seu parceiro saber sua senha. Acredite em mim


Não pense que você é um fotógrafo só porque você usa Instagram


Eu não perco meu tempo no Google, é como o Facebook só que sem
os seus amigos para darem uma animada

Via IDST

Ter hábitos de idoso aos 20 anos nem sempre é problema

Várias podem ser as explicações para isso e cada caso precisa de ser compreendido individualmente, considera Joana Singer, mestre em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Dentre os fatores que contribuem para isso, Singer cita a relação com pessoas mais velhas. É possível, por exemplo, que o indivíduo tenha aprendido, desde muito cedo, a entreter-se com familiares de idade avançada. Tal fato é comum em famílias com poucas crianças, nas quais se aprende que o entretenimento é viabilizado pela presença de adultos e por tudo que eles trazem – os seus costumes, seus gostos musicais, suas atividades favoritas.
“Há exemplos nos quais as posições se apresentam invertidas: pais que parecem mais jovens do que os seus filhos. Nesta situação, talvez os pais tenham-se constituído como um modelo fraco e, em alguns casos, negativo. Numa tentativa de ser muito diferente dos seus progenitores, esses jovens procuram agir da forma como eles gostariam que os seus pais se comportassem”, analisa a psicóloga.

Há que considerar, também, que muitas pessoas que parecem idosas tem dificuldades em relação a habilidades sociais importantes. “Comportamentos relacionados com a vida em turma e os namoricos podem ser muito pesarosos. E, aí, a apropriação de gostos e hábitos dos mais velhos apresenta-se como uma forma de escapar do confronto de situações que lhes parecem desconfortáveis”, diz Joana Singer.
Ela lembra, ainda, de outra situação: indivíduos que foram obrigados a amadurecer cedo pela necessidade de trabalhar precocemente, ou pela perda de um ou dos dois pais. “Muitos se afastarão de quem tem idade próxima porque se sentem distantes, fora do contexto, não se divertem da mesma forma, por exemplo. Aí, é provável que procurem a companhia de quem tem mais experiência e bagagem. Claro que alguns podem, apesar das grandes responsabilidades, cultivar e preservar gostos juvenis, mas não será regra geral.”

O termo jovem idoso também tem sido usado para classificar indivíduos que amadurecem muito depressa, salienta a psicóloga clínica e psicanalista Priscila Gasparini Fernandes, especialista em neuropsicologia. “São pessoas que procuram uma vida mais tranquila, sem a agitação comum dos mais novos. Preferem um bom livro ou filme ao invés de uma discoteca, pensam mais no futuro com planejamentos detalhados”.
Independentemente das razões e da forma como o indivíduo lida com isso, é importante que cada etapa da vida – infância, adolescência, juventude, maturidade – seja vivida. Mesmo nos dias de hoje, em que tais fases estão menos marcadas.

“A infância parece mais curta do que no passado, a adolescência estendida. De qualquer forma, cada ciclo ensina algo: há o momento de se desenvolver a criatividade de forma muito intensa (infância), o de experimentar a individualidade (adolescência), o de prosperar e construir projetos (vida adulta) e o de lidar com perdas frequentes e com a preocupação de deixar um legado (velhice). Vivenciar tudo isso é extrair de cada época uma trajetória única”, destaca Joana Singer.

Apesar de tais considerações, as duas terapeutas defendem que não necessariamente um jovem idoso esteja perdendo algo. Isso porque, muitas vezes, o que o motiva a agir como alguém mais velho não tem nada a ver com problemas como insegurança, baixa auto-estima e autoconfiança, melancolia.
“Há pessoas que se adaptam a um estilo de vida diferente e, dessa forma, encontram o seu grupo. Não podem ser considerados deslocados. Eles ganham com a maturidade profissional precoce, o que envolverá outras conquistas. Claro que não terão a hipótese de aprender a conviver com aqueles que envelhecerão com ele, os que têm a sua idade. Mas é uma questão de opção”, diz Singer


Via Diário Digital

Como explicar o envelhecimento para uma criança de forma lúdica e sadia?

A Casa Bonsai Recanto do Idoso (casabonsai.com.br) junto com o Colégio CLQ de Piracicaba (clq1.com.br), promoveram mais uma tarde de Virtudes - “A Valorização do Mais Velho”.


Foi apresentado para esse grupo de estudantes (13 a 14 anos), de uma forma sadia, do que é ser idoso; tirando o paradigma de que todo idoso é igual ao avô que temos dentro de casa que, por exemplo, joga tênis todo final de semana.


As crianças, enquanto aprendiam sobre a perda das funcionalidades do corpo, e as debilidades e limitações que o idoso possui, puderam usar o “simulador do idoso”, da qual conseguiram “sentir na pele” um deficit de acuidade visual, diminuição na marcha, espasticidade muscular, diminuição da audição e o “peso nas costas”....



Este aprendizado na prática e de forma saudável sobre as debilidades do idoso, os fizeram pensar sobre o porquê devem respeitar as vagas de idoso, vagas para deficientes, segurar a porta do elevador, ter paciência pela lentidão de marcha ou raciocínio, dentre outras atitudes de respeito para com o mais velho.

Através desse encontro, os alunos passaram a refletir sobre a possibilidade de mudanças quanto à percepção da velhice e do envelhecimento.

Toda a dinâmica foi supervisionada pela Fisioterapeuta Thais Costa – CREFITO3/146972



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cuidadores de idosos devem investir em curso de especialização

Com o aumento significativo da população idosa, que em dez anos pode chegar a 1 bilhão, torna-se cada vez mais necessário investir na capacitação das pessoas que lidam com o público da terceira idade.

Por esse motivo e com o avanço de doenças que afetam a população, principalmente com mais de 60 anos, a profissão de cuidador de idoso está sendo regulamentada. O projeto de lei já foi aprovado pelo Senado e está para ser aprovado pela Câmara.
A Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), realiza há mais de dez anos, o curso de cuidadores na doença de Alzheimer e idosos dependentes. As aulas são ministradas por profissionais de diversas áreas e são direcionadas para familiares, pessoas que já cuidam de idosos, profissionais da área de saúde e para quem tem interesse em saber como lidar com as mudanças que ocorrem com o idoso.

Para Eliana Faria, uma das organizadoras do curso, a especialização para quem atua ou pretende investir neste segmento tornou-se fundamental.
“Com a falta de tempo da família que trabalha e não tem como cuidar dos idosos, além do avanço de doenças como o Alzheimer, no Brasil e no mundo, havia a necessidade de que a população idosa fosse ‘cuidada’. Muitas vezes, as pessoas que trabalhavam como domésticas passaram a exercer esse papel, mas sem o conhecimento adequado. Um cuidador não precisa ser técnico de enfermagem, e o técnico deverá fazer o curso de cuidador, já que tem uma visão bem humanística do que é cuidar”, diz ela.

De acordo com Eliana, as pessoas se tornam cuidadoras por dom ou por obrigação. Muitas vezes, cuidar do idoso acaba sendo imposto, o que pode tornar o processo ainda mais difícil, principalmente se não há conhecimento e orientação.
A assistente comercial Flávia Alves lembra como foi difícil quando sua mãe, Maria Juliana, começou a apresentar os primeiros sintomas de Alzheimer. Flávia entrou no curso da Abraz para conhecer melhor a doença e saber como lidar melhor em algumas situações. Hoje, ela também conta com duas cuidadoras formais, já que não é aconselhável que o familiar dedique todo o tempo ao cuidado com o idoso por conta do desgaste físico e emocional.
“No começo foi complicado, muito estressante. Com o curso ficou mais fácil e eu pude ter contato com pessoas que passaram pela mesma experiência”, conta.

Regina Célia é cuidadora de idosos há dez anos e desde 2011 cuida de Maria Juliana. Regina conta que o começo foi complicado, mas hoje as duas se dão muito bem. A cuidadora acompanha Maria Juliana todos os dias da semana e é companheira para tudo, principalmente na hora dos jogos, fundamentais para estimular o cérebro.
“Eu gosto dessa profissão, principalmente pelo amor que se deve oferecer. Os idosos voltam a ser crianças e precisam de atenção”, diz a cuidadora.

Ao contratar um cuidador é fundamental verificar se há qualificação para a função e, principalmente, buscar referências. Para o aposentado Clemente Augusto, 75 anos, que cuida de sua esposa e participa da Abraz, é essencial ter paciência e dedicação. Augusto reforça que, ao se tornar cuidador, a pessoa também passa a ser um voluntário que oferece carinho sem pensar no que vai receber em troca.
“Se não tiver conhecimento, a pessoa vai sofrer muito mais. Por isso, é bom compartilhar e se orientar. É fundamental ter tolerância, amor e, principalmente, consciência de que o idoso não vem com manual de instruções”, brinca.



Via O Fluminense

Alta de custo com cuidadores de idosos muda rotina de famílias

“É, está difícil para você.” Foi o que Ana Lúcia Azevedo escutou de sua chefe ao dizer que deixaria o trabalho para cuidar da mãe, uma idosa de 85 anos com demência.
Com a nova lei dos domésticos, o custo do serviço de cuidador ultrapassará o salário de Ana, 47, que é auxiliar administrativa. “Pagamos R$ 1.000 para a cuidadora da minha mãe. Eu ganho R$ 1.200″.

A lei, que estipula jornada de oito horas diárias e 44 semanais, estabelece o pagamento de horas extras (no máximo duas por dia) e adicional noturno (que ainda depende de regulamentação).
Para estar dentro da lei, Ana teria de contratar no mínimo mais dois empregados. Sua mãe, Maria Olinda, precisa de atenção 24 horas. O custo é alto demais para elas.

Relatos como o de Ana são cada vez mais comuns, diz o presidente da Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas Gerais, Jorge Roberto Souza. “É positivo que os familiares se envolvam mais no cuidado do idoso, mas isso não pode significar abrir mão da própria vida.”
Souza estima que haja cerca de 200 mil cuidadores de idosos no país. Ele é favorável aos direitos dos profissionais, mas acredita que deve haver algum tipo de compensação para as famílias.
“Esse serviço é uma necessidade. Não podemos onerar ainda mais os parentes.

É dever do Estado atender o idoso, então que assuma parte desses encargos”, diz. O presidente sugere um abatimento no Imposto de Renda ou isenção do INSS para famílias com cuidadores.

CUSTO
De acordo com estimativa de Souza, o serviço deve encarecer no mínimo 40% -há casos em que esse custo mais do que dobrou. Pesquisa do Datafolha indica que o salário médio de um acompanhante de idoso para dormir no serviço é R$ 1.826. Segundo Souza, parentes devem recorrer mais a instituições.

A presidente da associação de cuidadores de idosos de São Paulo, Lídia Nadir, diz que não há vagas suficientes nas instituições. “As famílias podem querer institucionalizar, mas não vão conseguir.”
Para Souza e Nadir, a nova lei não considerou as particularidades do trabalho do cuidador. “As famílias estão desesperadas”, diz Souza.

Ana Lúcia não tem conseguido dormir com a perspectiva de deixar o emprego para viver com a mãe. “Fiz isso por dois anos e quase enlouqueci, não tinha vida.”
No início, Maria Olinda tinha delírios e crises, intercaladas por momentos de consciência em que lamentava: “Não quero incomodar”.
A filha não compreendia a doença e perdia a paciência: “Ainda me arrependo de coisas que disse”.
Hoje, Maria Olinda está melhor, mas não pode ficar desacompanhada.
Décadas atrás, foi ela quem prestou auxílio na casa de outras pessoas. Trabalhou como faxineira por mais de dez anos. Para Ana, empregada doméstica é um luxo: “Nunca tivemos uma, mas não podemos viver sem cuidador”.




Via Folha de SP

domingo, 20 de outubro de 2013

Festa do Halloween Bonsai

A Casa Bonsai Recanto do Idoso reuniu o melhor da música internacional para a Festa do Halloween em comemoração ao mês do idoso.


O evento contou com a animação da Banda Summer Jam, com o repertório de músicas de rock internacional, onde reuniu hóspedes e familiares no salão da Casa Bonsai, todo decorado com motivos de “Festa das bruxas”.




Os músicos da banda Summer Jam proporcionaram aos hóspedes e convidados da Casa Bonsai muito prazer, descontração, assim neutralizando os maus sentimentos e promovendo saúde e bem estar para todos os presentes além de uma interação sócio-afetiva dos hóspedes e familiares.



Para animar ainda mais a festa, os participantes puderam apreciar saborosos quitutes com formatos assustadores e mais uma oportunidades de se interagirem, passando uma tarde agradável e descontraída.



 Fonte: Casa Bonsai Recanto do Idoso


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Depressão não é uma parte normal do envelhecimento

A depressão, bem como o aparecimento de outras doenças mentais, é muito comum entre os idosos. E o tratamento destas condições geralmente está atrelado à importância que o médico que atende o idoso dá aos cuidados com a saúde mental.

Neste sentido, um estudo americano – Two-Minute Mental Health Care for Elderly Patients: Inside Primary Care Visits – sobre o tema, publicado no The Journal of the American Geriatrics Society, sugere que os médicos dedicam muito pouco tempo para falar sobre essas doenças com os pacientes idosos.

Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores analisaram gravações de 385 consultas com pacientes idosos e descobriram que o tempo médio gasto nas consultas, discutindo a saúde mental do paciente era de apenas dois minutos e que os temas relativos à saúde mental foram abordados em apenas 22% das visitas, embora a pesquisa tenha revelado que 50% dos pacientes estavam deprimidos.

Depressão na terceira idade
“A depressão do paciente idoso precisa ser encarada como natural, mas não inerente ao envelhecimento. A depressão na terceira idade é um problema frequente que, muitas vezes, não é diagnosticado e tratado. É comum que o idoso não admita que determinados sinais e sintomas são de depressão, pois ele tem medo de ser visto como ‘fraco’ ou ‘louco’ pela família. Outros têm consciência de sua depressão, mas acreditam que nada pode ser feito sobre isso”, explica a médica Vanessa Morais, diretora da VRMedCare, empresa especializada em cuidados domiciliares na terceira idade.

Segundo a médica, a depressão na terceira idade tem diversas causas ambientais:
· Mudanças no seio da família;
· Dor e doenças crônicas;
· Dificuldade para se locomover;
· Frustração com a perda de memória;
· Perda de um amigo ou do cônjuge;
· Dificuldade para se adaptar a uma mudança de vida, como mudar do lar para uma casa de repouso, por exemplo.

“A depressão na terceira idade também pode ser um sinal de um problema médico ou mesmo ser efeito colateral de alguns medicamentos, comumente prescritos para os idosos”, afirma Vanessa Morais.

Sintomas de depressão
Os sintomas de depressão nos idosos podem não ser fáceis de identificar. Isto porque estes sintomas frequentemente são ignorados ou confundidos com outras doenças comuns na terceira idade, tais como:
· Doença de Alzheimer;
· Câncer;
· Doença cardíaca;
· Doença de Parkinson;
· Distúrbios da tireóide.

Segundo a médica, os sintomas de depressão em idosos abrangem:
· Pensamentos fixos sobre a morte;
· Pensamentos inadequados de culpa excessiva ou inapropriada;
· Dores;
· Alterações no apetite (geralmente uma perda de apetite);
· Mudanças no peso: perda involuntária de peso (mais comum)
ou ganho de peso;
· Irritação excessiva;
· Dificuldade de concentração;
· Cansaço ou fadiga;
· Sentimentos de inutilidade ou tristeza;
· Comportamentos irresponsáveis;
· Perda de interesse ou prazer nas atividades diárias;
· Perda de memória;
· Planos de cometer suicídio ou tentativas reais de suicídio;
· Temperamento agitado;
· Problemas para dormir;
· Sonolência diurna;
· Acordar várias vezes durante a noite.

“O diagnóstico só pode ser feito, após rigoroso acompanhamento médico, pois a depressão no idoso é mais difícil de ser definida. Por exemplo, sintomas como fadiga, perda de apetite e dificuldade para dormir podem indicar depressão, como também podem ser parte do processo de envelhecimento ou de uma condição médica. Uma consulta médica ampla poderá determinar se uma doença está causando a depressão. A avaliação psiquiátrica e outros exames podem ser necessários para a conclusão do diagnóstico”, explica a diretora da VRMedCare.

Importância do tratamento
“Ao contrário do que muitas pessoas pensam, é preciso destacar que a depressão não é uma parte normal do envelhecimento, nem é mais difícil de tratar em pessoas idosas”, afirma a médica Renata Diniz, que também dirige a VRMedCare, empresa especializada em cuidados médicos na terceira idade.
Segundo a médica, “o ideal, quando lidamos com pacientes idosos, é evitar situações que favoreçam o desenvolvimento dos sintomas depressivos, fazendo com que o idoso mantenha um ciclo regular de atividades previamente planejadas que visem o seu prazer e fortaleçam a sua razão para viver. Mas quando o quadro de depressão está presente, existem muitas alternativas terapêuticas que podem ser aplicadas a cada caso, em particular”, diz Renata Diniz.

“Em alguns casos, aliviar a solidão através de saídas em grupo, trabalho voluntário ou ter visitantes regulares pode ajudar no tratamento. Programas de exercícios físicos também podem reduzir a depressão em idosos. Para outros pacientes, o tratamento consiste em tratar as condições médicas que causam a doença ou parar a administração de certos medicamentos”, conta a diretora da VRMedCare.

“A psicoterapia também é um tratamento eficaz. Em casos de depressão moderada a grave, os pacientes idosos podem obter melhores resultados através da combinação de psicoterapia com medicamentos antidepressivos, prescritos por um psiquiatra ou por um geriatra. Estes medicamentos são cuidadosamente monitorados devido aos seus efeitos colaterais. Os geriatras costumam receitar doses mais baixas de antidepressivos para as pessoas mais idosas, e, aos poucos, aumentam a dose mais lentamente do que em adultos jovens”, explica Renata Diniz



Via RAC