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domingo, 24 de novembro de 2013

Com quem meus pais irão morar?

Um assunto muito comentado na internet é: “Com quem meus pais irão morar?”. Com quem minha mãe viúva e doente irá morar, com qual filho ou filha meu pai viúvo irá ficar, quem tomará conta de minha avó ou avô?
Por trás dessas perguntas, toda uma vida familiar está exposta, com suas desavenças, suas diferenças, sua união e seu amor familiar. A dependência de nossos pais e avós pode ser uma realidade mais difícil do que possamos imaginar. As diferenças entre irmãos e netos também. Tudo isso sem falar na própria personalidade do idoso dependente ou não, que poderá tornar a vida da família num lugar mais amoroso e acolhedor. Ou num verdadeiro inferno.
Antes de pensar em trazer e cuidar de seus pais ou avós em sua casa, considere estas perguntas:

1.Eu e minha família nos damos bem o suficiente para viver juntos novamente com meu pai ou minha mãe idosa? Temos uma relação positiva e condições de cuidar bem deles? Se você tem ou teve um relacionamento complicado, cuidar dos pais em sua casa pode não ser a resposta certa. Será que o seu cônjuge/companheiro e seus filhos concordam que trazer seus pais para a sua casa é a melhor forma de cuidar deles?

2.Como vamos resolver os problemas que certamente surgirão? Quando as coisas ficarem tensas e os desentendimentos surgirem, como eu e minha família lidaremos com isso?  Partilhe as suas expectativas com a sua família e também com o seu idoso. Pense em algumas regras básicas de convivência, antes que eles venham morar com vocês. Não presuma que cuidar dos pais será um mar de rosas e que os conflitos não aparecerão.

3.O que acontecerá se morar junto não der certo? Cuidar de seus pais deve incluir outras alternativas. Quais são as outras alternativas, se trazer os pais para morarem com você não der certo? Ou se seus pais precisam de mais cuidados do que você pode oferecer?

4.Quanto cuidado estou disposto a oferecer? Morando juntos levanta a questão de quanto cuidado, trabalho e esforço você poderá dar a seus pais. Será que terei condições de ajudar no banho de meu pai ou de minha mãe, ou ajudar a se vestir e se alimentar? Terei condições de contratar serviço de cuidador profissional ou de empresa de homecare? Meus pais aceitarão serem cuidados por outras pessoas?

5.Como pagarei pelas despesas de cuidados de meus pais? Certamente os cuidados dos pais em casa terão um forte impacto financeiro. Cuidar de idosos dependentes normalmente tem um custo financeiro alto. Será que meus pais podem contribuir para o orçamento familiar?  Meus irmãos poderão contribuir? A compreensão clara de como as despesas de cuidados dos pais será tratada, poderá evitar mal-entendidos e brigas entre os familiares.

6.Entre os irmãos, alguém terá melhores condições de cuidar de meus pais? Saberei entender e distinguir essa diferença? Saberei ajudar meus irmãos nessa tarefa? Ajudarei financeiramente, com a minha presença e meu trabalho? Os irmãos têm condições de, pacificamente, conversar e tratar do melhor cuidado para seus pais dependentes?

7.E quando a alternativa de levar meus pais para uma casa de repouso, uma instituição de longa permanência para idosos é a melhor? Eu e meus irmãos saberemos entender e analisar, essa alternativa?

Uma boa comunicação e planejamento são as chaves para o sucesso na difícil tarefa de cuidar dos pais em nossa casa ou na casa dos irmãos. Com essa perguntas e essas dicas, poderemos minimizar essa séria questão e fazer com nossos pais se sintam verdadeiramente cuidados e amados por todos nós, filhos. Afinal, cuidar de nossos filhos nos dá sentido de perpetuação; entretanto, cuidar de nossos pais idosos nos dá sentido de gratidão e compaixão!




Márcio Borges - Geriatra

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Para gays, preconceito torna velhice ainda mais difícil

O preconceito e a falta de direitos civis, que são problemas para todas as idades, acentuam as consequências do envelhecimento para os homossexuais.
Esse é o resultado de uma pesquisa feita pela ONG inglesa Stonewall com gays, lésbicas, bissexuais e heterossexuais maiores de 55 anos no Reino Unido.

O estudo, divulgado em setembro, revela que 34% dos gays e bissexuais homens foram diagnosticados com depressão e 29% com ansiedade, o dobro em relação aos heterossexuais da mesma faixa etária.
Nas mulheres, as diferenças entre os dois grupos são menores, mas os percentuais ainda são maiores entre as lésbicas (40% e 33% contra 33% e 26%).

O número de homossexuais idosos que consomem drogas é quatro vezes maior que entre os heterossexuais (9% contra 2%), assim como é maior o consumo de álcool e cigarro.
De acordo com pessoas entrevistadas pela reportagem, a realidade é parecida no Brasil, apesar de não haver dados e pesquisa semelhante para comparar.
“O gay velho é muito mal visto na sociedade, até entre os próprios gays”, afirma o funcionário público Mário Tatsumoto, 50.
“Aqui no Brasil, os homossexuais não saem mais de casa quando passam de 30. Na Europa, o que você vê na rua são os gays de 40 a 60 anos”, concorda o baiano Antônio Almínio, 55, que mora em São Paulo há mais de 30 anos.

DIFERENÇAS NA SAÚDE
O preconceito em relação à orientação sexual acaba afetando a qualidade do atendimento público de saúde para esse grupo. Em 14% dos casos pesquisados no Reino Unido, os parceiros de homossexuais não puderam opinar sobre tratamentos para seu companheiro e 25% presenciaram algum tipo de discriminação pela orientação sexual.

A pesquisa da ONG Stonewall também aponta que o atendimento em asilos e residências para idosos é feito por profissionais que não são treinados para lidar com gays, lésbicas e bissexuais.
Uma das alternativas para tentar driblar o preconceito é criação de residências exclusivas para homossexuais, que já existem na Europa, nos Estados Unidos e na Argentina.

“A criação desse tipo de casa é vista por muita gente como uma volta ao gueto, mas é uma oportunidade de socialização para os gays de baixa renda”, afirma o técnico em informática Regis Cardoso, 52, criador do blog e do site “Grisalhos”, que fala sobre saúde e relacionamentos com gays maduros.
O escritor João Silvério Trevisan, 66, que deu auxílio a gays idosos em dificuldades financeiras e com problemas de saúde, critica esse tipo de iniciativa. “Por que, em vez de fazer asilos, a sociedade não pode criar grupos para ajudar esses gays da terceira idade?”

Pesquisador do Núcleo de Identidade de Gênero e Subjetividades da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Fernando Pocahy, 40, diz que é preciso oferecer atendimento aos idosos de forma indiscriminada. Ele sugere a organização de residências coletivas entre grupos de amigos gays.
“É uma alternativa para essas pessoas viverem melhor, construindo vínculos com seus pares, e envelhecerem juntos.”



Via Jornal Floripa

domingo, 9 de junho de 2013

OMS inclui espiritualidade nos aspectos para avaliar qualidade de vida

“Meu avô torto, médico, pesquisador competente, de especial sensibilidade musical, no dia em que completou 84 anos – já deprimido pela morte da esposa, disse-me, ao cumprimentá-lo: “Espero que você não chegue aos 80!”.

Isso tem 25 anos. Nunca me esqueci. Ele sentiu o peso do preconceito e da solidão. Vivamente me lembro de suas palavras a cada comentário maldoso em relação aos velhos que escuto, principalmente aos muito velhos. O peso do preconceito é grande. E quem tem menos de 80 anos tem a responsabilidade de tentar ao menos rever seus valores com relação à velhice. Só assim, acredito, poderemos colaborar para a mudança de paradigmas sociais, históricos e culturais.
Ainda na família, muitos anos depois do fato relatado acima, minha mãe desenvolveu a doença de Alzheimer e morreu há dois, aos 79, depois de 10 anos de muito sofrimento. Acredito ser dispensável falar do meu interesse em compreender a velhice e tentar não somente estudá-la e pesquisá-la, mas, principalmente, percebê-la e senti-la. Foi o que tentei fazer por minha mãe inúmeras vezes, quando ela não mais podia: sentia frio por ela, calor, fome e tudo o mais possível por ela. Penso que apenas quando nos abrimos para a percepção e para o sentimento do outro é que podemos começar a elaborar alguma ação transformadora para colaborar em seu benefício.

A velhice, até muito pouco tempo, era tida como algo humilhante e vergonhoso, um tabu que se tentava não falar, nem comentar. A escritora Simone de Beauvoir comenta em seu livro A velhice, escrito em 1970, que quando dizia que estava desenvolvendo um ensaio sobre a velhice quase sempre as pessoas exclamavam: ‘Que ideia! Mas você não é velha!. Que tema triste…’” Ela diz em seguida: “Aí está justamente por que escrevo: para quebrar a conspiração do silêncio”.

Esse é o texto de introdução da dissertação de mestrado em ciências da religião da PUC Minas de Anna Cristina Pegoraro de Freitas, de 54 anos, sobre Espiritualidade e sentido de vida na velhice tardia . Em quase 200 páginas, ela mostra o sentido de espiritualidade adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “Espiritualidade é o conjunto de todas as emoções e convicções de natureza não material que pressupõem que há mais no viver do que pode ser percebido ou plenamente compreendido, remetendo o indivíduo a questões como o significado e o sentido da vida, não necessariamente a partir de uma crença ou prática religiosa. Reconhecendo sua importância para a qualidade de vida, a OMS incluiu a espiritualidade no âmbito dos domínios que devem ser levados em conta na avaliação e promoção de saúde em todas as idades”, diz.

O interesse pelo envelhecimento da população sempre esteve presente na vida da psicóloga, mas aumentou com a doença da mãe. Professora da disciplina Psicologia da vida adulta à velhice nas quatro unidades da PUC Minas (Coração Eucarístico, Betim, Barreiro e Contagem), Anna Cristina coordena o projeto Mais idade com idosos, da Pró-reitoria de Extensão, e representa a universidade no Conselho Municipal do Idoso, da Secretaria Municipal de Saúde.

Vivência Convivendo com idosos tanto em casa como na PUC Minas, Anna Cristina começou a pesquisar até chegar à dissertação, que teve como objetivo principal “compreender como a vivência da espiritualidade influencia na elaboração do sentido de vida na velhice, utilizando-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa. Para embasar a análise, a revisão da literatura abordou os conceitos de velhice em diferentes momentos da história – e a velhice como um estágio do desenvolvimento humano.”
Na pesquisa empírica, os dados foram coletados por meio da história oral com oito mulheres entre 80 e 100 anos. “As narrativas geraram três temas principais: velhice, espiritualidade e sentido de vida, que foram desdobrados em categorias. A análise permitiu, em síntese, concluir que a espiritualidade se mostrou um fator fundamental para a elaboração do sentido de vida na velhice tardia. Sempre, em todas as dificuldades, a espiritualidade está presente como fator indispensável não só no enfrentamento das mesmas, como também – e principalmente – como colaboradora de sentido para suas vidas.”


Segundo ela, o grupo pesquisado também demonstrou que se pode viver uma velhice tardia com qualidade de vida, dependendo do estilo de cada um, da prática espiritual e da consciência temporal, ou seja, é possível manter uma vida com sentido.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sexualidade e Maturidade


Muitas pessoas desistem de uma saudável vida amorosa, quando chegam à maturidade.

Ora, assim como com os frutos, é quando estariam mais prontos: no ponto exato. Conhecem os mecanismos essenciais de seu "soma", podendo passar dados essenciais ao seu prazer a um novo cúmplice amoroso. Se a parceria é antiga, os filhos, se havidos, estão crescidos, os bens em geral, já adquiridos, os gostos mútuos bem conhecidos: pode-se relaxar. Até porque o mito dos esperados Príncipe e Princesa encantados a despertar pelas forças do amor, já se diluíram. Maduros sabem que se ama "APESAR DE".
Amar "PORQUE" é muito fácil...

Muitos sentem-se "passados". Meu avô retrucava sempre que mencionavam sua idade avançada: " Velho, não " Moço usado". Pois é ,usado, mas querido. Usado, mas não acabado... E por que não, desejado?

A mídia pressiona direta ou subliminarmente para que o padrão de beleza vigente seja uma escravatura... A pele apergaminha-se, a lei da gravidade faz-se sentir... mas e daí? Só se será amado se viçoso? As cirurgias plásticas são feitas repetitivamente. Um paciente me confessou: "Não a reconheço. Em presença dela, tenho saudades da pessoa com quem me casei. Por que ela não podia ter ruguinhas semelhantes à minha?" E, baixando a cabeça, chorou. Falava da companheira de quarenta anos de casados... Tudo bem uma esticadinha aqui, uma lipoaspiração ali... Comedidamente, pode ajudar... mas viver em função da beleza decretada é, no mínimo, uma limitação à liberdade de ser...

A baixa autoestima, leva ao desespero. Haja musculação, dieta, consumismo, pinturas... E pensar que há uma inequívoca beleza na maturidade e na velhice... São outros padrões. Estar lúcidos, inteiros, uma bênção...

A Ciência diz que as pessoas, muito em breve, graças às tecnologias, vacinas, alimentação balanceada, exercícios, serão muito mais longevas... Então, aceitar a passagem dos anos, torna-se, cada vez mais, necessário.

O grande erro, na verdade, é a mania de se pensar que sexualidade é apenas genitalidade. Há muitas formas de amar, de encontrar encantamento no carinho e não renunciar a ele... Quantos homens se estressam trocando a parceria conjugal por amantes a quem não amam, mas desejam? Chegam ao ridículo ou ao esgotamento tentando agradar criaturinhas que deles só querem tirar proveito... Então não poderá uma pessoa de mais idade, ser amado ou desejado? Claro que sim. Amor existe e é sempre incondicional. Mas a maioria das situações é forjada, pouco natural...

Mulheres também procuram rapazinhos muito potentes, em busca do êxtase sexual, que pode sim, ser obtido, mas depois, sentem-se sozinhas, incompletas... Onde o interesse genuíno. A não ser que haja a amorosidade verdadeira...

O fazer amor é uma atividade lúdica. Deve ser espontânea. Os adolescentes não são capazes de grandes prazeres antes de chegarem às vias de fato? Por que as pessoas maduras não procuram divertir-se umas com as outras? E depois se amar como quem saboreia um fruto maduro de conhecido sabor?

Sociólogos perguntaram-se porque os habitantes de uma aldeota perdida nos Andes, longevos, tinham relações sexuais normais até ao fim da vida. Ora, eles simplesmente não sabiam que "não deviam". Longe da "mass media", ninguém os ridicularizara pelo saudável desejo sexual. E transavam até à morte, serenos e meros... Que maravilhosa lição...

O que se perde com o medo das críticas, é justamente aquilo que falta a quem se torna grisalho, mais lento ou enrugado: acarinhar-se. Com é bom aconchegar-se, como é sadio o beijo, como revigora um abraço, como saber-se desejado é uma sinalização de bem-estar!

Por causa de medicações para doenças, como hipertensão arterial, Diabetes, Depressão, muitos homens sofrem de Disfunção erétil, o novo nome para impotência sexual. Reparem que palavra ameaçadora: impotência, sem poder... E a generalização para as outras faces da vida produtiva, acontece num instante. Ora, a vida sexual permite muitas formas de obtenção do prazer. Casais harmônicos são bastante criativos ou serenos para resolverem quaisquer dificuldades, digamos, "operativas"...

A vida é uma grande brincadeira, embora cheia de regras. Mas para o AMOR, não há regra que não possa ser trocada, omitida, recriada, quando o objetivo é a felicidade...



Por Clevane Pessoa - Psicóloga

Solteiras e felizes


Especialistas aconselham as mulheres que estão em busca de um novo amor.

Depois de anos de casamento, vem o divórcio e traz à tona distintos sentimentos, e um deles, principalmente no caso das mulheres, é a insegurança. Ainda mais para aquelas que querem refazer sua vida amorosa e estão em busca de um novo amor. Com experiência de sobra e uma boa dose de autoestima, especialistas garantem que as mulheres maduras estão com tudo e podem, sim, ficar prosas.

O novo, geralmente, traz consigo um pouco de medo, insegurança, principalmente quando o assunto é o amor. Segundo a sexóloga e professora da Universidade Aberta à Maturidade da PUC-SP Ana Canosa, no caso das mulheres mais velhas isso é ainda mais comum. "Elas sabem que existem menos homens. Além disso, são inseguras por causa do envelhecimento e, sabem, também, que há mulheres mais jovens disputadas por homens nessa faixa etária. Porém, elas têm um ponto positivo, que é a maior experiência. Elas têm que ter consciência que são desejadas ainda."

Mas todos esses medos e incertezas podem deixar de existir, caso essas mulheres saibam exatamente o que buscam na relação - se é um parceiro ou um companheiro para viver junto. De acordo com Canosa, quando isso acontece, a mulher se sente mais segura. "O que eu acho importante é que ela perceba a si própria. O que ela deseja nessa relação? Ela quer um parceiro ou um homem para coabitar, para viver junto. Quando ela sabe o que ela deseja, ela vai para a relação mais segura, mais confiante”.

A especialista explica ainda que as mulheres dessa faixa etária devem pensar primeiramente no próprio bem estar antes de buscarem um novo relacionamento. "Elas têm que cuidar do bem delas, ter projetos de curto e médio prazo, ter lazer. Quando elas estão bem assim, isso gera mais segurança. Elas vão para a relação gostando mais de si, com encantamento, mais brilho Estar bem consigo mesma vai acabar refletindo no seu jeito de ser, de se vestir”.

A beleza e a vaidade também ajudam, mas não são fundamentais se a mulher esbanja confiança, garante a sexóloga e coordenadora do Núcleo de Sexualidade Humana da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Regina Moura. "Será que é mesmo necessário ser linda e maravilhosa para encontrar alguém que a ame? Claro que não, basta que ela seja “dona de si”. Mas é claro que sentir-se bem com a própria imagem ajuda bastante na autoestima. E quando a autoestima 'está em alta', tudo vai bem”.

Mais aceitação e menos ilusão. Esse é o conselho essencial que Regina Moura dá para as mulheres maduras de hoje. “A felicidade não está em encontrar um parceiro, mas sim na própria mulher. Chegar aos 50 anos construindo castelos, como algumas mulheres faziam na adolescência, é altamente frustrante. Pode parecer exagero, mas muitas mulheres – divorciadas, viúvas ou solteiras -, ainda têm expectativas semelhantes, colocando todas as possibilidades de felicidade na figura do seu “salvador”. A felicidade está em nós, e não no outro”, finaliza ela.


domingo, 12 de agosto de 2012

O bem da amizade


Os benefícios da interação social e do círculo de amigos e parentes na meia idade

O seu vizinho é um mala, seu marido está sempre reclamando e os filhos, volta e meia, te deixam de cabelo em pé. A vida em sociedade nem sempre é fácil, mas é a partir dela que construímos a nossa personalidade e os nossos valores. Poucas pessoas conseguem fazer essa relação ou valorizam o quanto essas relações significam, embora elas sejam importantíssimas, inclusive para a manutenção da nossa saúde física e mental. Entenda os benefícios da interação social e descubra como tirar proveito até nas situações mais complicadas.

Buscar um grupo para fazer parte e interagir faz parte do instinto do ser humano. De acordo com o psicanalista Paulo César Ribeiro, "uma das características do ser humano é o seu instinto gregário. E isso é ótimo, foi assim que a humanidade conseguiu sobreviver. A vida em sociedade permite o amplo aprendizado, consigo próprio e com os outros, sobre as melhores formas de expressar e exercitar o que nos interessa, respeitando a tipicidade do grupo e a sua cultura. Precisamos do outro para saber se crescemos, o outro é que nos informa, direta ou indiretamente, a nossa própria evolução e adequação social".

Se olharmos para trás, não conseguiremos contar a quantas relações sociais tivemos ao longo da vida. Para a psicanalista e doutora em Comunicação e Semiótica Fani Hisgail, "como o bem supremo que é, a vida acontece naturalmente em sociedade e é importante que a pessoa tenha convívio social. Ter 50 anos hoje ainda é estar na metade da vida. Ainda tem muita estrada pela frente e é preciso viver em grupo. Só assim, é possível definir a sua identidade e lidar com questões complexas, como vida, morte e envelhecimento. Conviver é fundamental".

Além da observação indireta de crescimento pessoal, a vida sociedade ainda pode trazer grandes benefícios para a nossa saúde, principalmente depois dos 50. Paulo César comprova isso com base científica. "Há estudos que mostram que pessoas mais idosas com um amplo círculo de amigos tinham 22% menos chance de morrer do que os indivíduos com poucos amigos. Em Harvard, outra pesquisa indicou que os bons laços de amizade mantêm a saúde cerebral durante o envelhecimento. Outra pesquisa, também com pessoas acima dos 50, mostrou que a memória dos socialmente ativos era melhor do que entre os mais solitários", mostra.

A família, os vizinhos e colegas de trabalho são partes fundamentais da nossa vida social, mas nenhuma delas tem tanto valor quanto a amizade. Fani diz não acreditar que "as pessoas conheçam o real significado de uma amizade. Os seres humanos ainda não evoluíram o suficiente para pensar no que é a amizade. Esse é o estágio de relação social mais difícil de atingir na vida. 'Amigos se contam nos dedos', já diziam. A amizade é essencial em todas as fases da vida e pessoas que chegaram à maturidade sem amigos de verdade devem prestar muita atenção, pois alguma coisa há de errado".

Paulo César destaca ainda que "a sensação de proteção que a amizade nos proporciona, nos dá força em recuperações. Os sentimentos positivos derivados de uma boa vida social elevam, também, a resposta imunológica, tornando as pessoas mais resistentes. Esses são apenas alguns exemplos de tantas consequências positivas que a vida social causa num indivíduo. Estejam os amigos próximos fisicamente ou não, a importância de manter essas relações é muito grande – embora aquele que se encontre mais próximo tenha mais influência no seu bem-estar".

Para você entender melhor o bem que a família e os amigos fazem, o psicanalista Paulo César Ribeiro preparou uma lista com quatro dicas simples e bem práticas:

Manter contato com as pessoas pelo menos seis horas por dia. Parece muito?
A dedicação e o interesse pelo outro serão pedras fundamentais para que se aproveite ao máximo as suas relações sociais. Esse contato aumenta a sensação de bem-estar e diminui as preocupações e o estresse isso pode ser conseguido com um bate-papo no café, almoço com os colegas do trabalho, conversas ao telefone, enviar e-mails e torpedos etc.

Absorver a positividade dos seus amigos.
Devemos dar preferência aos amigos que mantenham uma "positividade" das interações. Os amigos têm o grande poder de mudar nossas percepções, especialmente quando estamos “pra baixo”. Pode-se também aproveitar a rede de relacionamento e formar grupos de melhoria da saúde: grupo de atividade física, de controle da obesidade, etc. Especificamente para o lazer, podemos pensar nos grupos de dança e os de viagens.

Aceitar e valorizar a si mesmo.
Com o envelhecimento, podemos nos afastar dos nossos amigos e das pessoas com quem antes convivíamos. Isso pode ocorrer com mulheres e com homens, porém é mais frequente com elas. Isso decorre das variações hormonais e de mudanças no estado de humor das pessoas: depressão, apatia, etc. bem como da autoestima de cada um. Quanto mais a mulher se valoriza e se aceita, menos se afastará dos seus amigos.

Olhar para dentro de si.
Muitas relações, inclusive as com familiares próximos, podem ser fonte de muito estresse e desgaste emocional. Nesses casos, ao invés de serem positivas para a nossa saúde, essas relações podem até prejudicá-la. Sempre recomendo o “olhar pra dentro”. Temos que nos descobrir e ter um bom autoconhecimento para sabermos separar as nossas fantasias da realidade. Se uma pessoa consegue realizar essa distinção, estará sempre equilibrada, em todos os sentidos.



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Saiba como ganhar mais confiança e ser sensual em plena maturidade

Espartilho? Salto agulha? Decotes e fendas? Nada disso. Não é o que uma mulher usa que a faz parar o trânsito, mas como ela usa. Qualquer mulher, de qualquer idade, é capaz de ser sensual sem precisar trocar todo o guarda-roupa nem mudar a personalidade. Lembre-se: para parecer super sexy, é preciso se sentir dessa maneira. Ainda duvida?
Leia esse artigo e aprenda como ser sensual em plena maturidade.

Ser sensual não é – nem de longe – ter o armário lotado de peças provocantes e usar diariamente uma maquiagem arrasadora. De acordo com a personal sex- trainer e consultora de sensualidade Lucinara Costa, "o mais importante é a questão do autoconhecimento e da auto-estima. Tudo começa pela auto-estima. Não dá para pensar em ser sexy se não se sentir atraente. Uma mulher geralmente acaba se descobrindo na faixa etária dos 50 anos, justamente por já ter adquirido maturidade e experiência suficiente para alimentar sua autoconfiança".

É possível, então, ser sexy usando um tubinho preto com salto ou uma calça jeans e camiseta básica. Por que não? O que importa é a atitude. "Para a mulher ser sexy, tem que colocar uma roupa que ela se sinta bem, confortável e sensual. A mídia tem essa questão do estereótipo, de que tem que ter corpão e roupa colada para chamar a atenção e ser sensual. Sensual é a mulher que tem atitude. Se ela tem atitude positiva, se ama e se gosta, não precisa de roupas tão provocantes. Entre quatro paredes, pode até incrementar com uma lingerie mais sexy. A questão é perceber que para ser sensual não precisa ser vulgar", diz Lucinara.

A maturidade é uma fase importante da vida da mulher que quer desenvolver sua sensualidade, mas também pode vir como um entrave. A personal sex- trainer diz que, "com a correria do dia-a-dia, o estresse e o casamento, ela se esquece dela mesma e se acomoda com o que tem. Talvez ela pense que não precisa conquistar muita coisa, uma vez que está em um casamento estável. Mas se sente feia e nem um pouco atraente. Nunca é tarde para começar a ser sensual e desejada. A pior frase que uma mulher pode dizer é: 'não tenho mais idade pra isso'. Acaba com a irresistibilidade dela. Se ela não olha pra si, não consegue enxergar os outros".

Até mesmo aquela mulher que nunca se viu como alguém sexy pode desenvolver esse magnetismo e até apimentar o relacionamento. "Varia muito de pessoa para pessoa, na realidade. Algumas mulheres demoram mais para colocar a sensualidade em prática. Às vezes, é preciso criar uma 'nova' mulher e quebrar tabus, e isso demora. Se acontece de uma hora pra outra, também, o parceiro pode até estranhar. Mas a mulher madura sabe o que a valoriza e pode aprender a usar isso a seu favor. Criando tempo pra si, começando a frequentar uma academia, uma aula de dança, um grupo de amigas, assim ela se solta e adquire autoconfiança e isso é muito sexy. Ela começa a querer fazer diferente e aí sim, começa a apimentar o relacionamento com menos barreiras e mais confiança", garante a consultora.

A sensualidade está em como ela se expressa no mundo e existem maneiras simples de trabalhar isso. Um simples gesto pode valer mais do que mil palavras. "A expressão corporal diz muito. Diz tudo. Sabe aquela pessoa que entra no ambiente e todos os olhares se voltam pra ela? Não é pela roupa, mas pela postura, pelo sorriso, pelo olhar, pelo movimento das mãos, enfim. A postura, o olhar, tudo isso pode ser praticado em exercícios de sensualidade e linguagem corporal. Em uma aula de dança, a mulher se torna naturalmente muito mais sexy. Ela melhora a postura, aprende a mexer o quadril, a olhar, conhece melhor o seu corpo. Depois, pode até ir para a dança sensual, especificamente, por que não?", finaliza Lucinara.


Saiba tudo o que os homens pensam sobre as mulheres com mais de 50


O complexo feminino com o próprio corpo faz com que, especialmente depois que elas passam dos 50 anos, sua auto-estima sofra um sério baque ao folhear as revistas na sala de espera do consultório médico. Corpos perfeitamente torneados, maquiagens elaboradas e aparência jovem parecem ser tudo aquilo que atrai os homens em uma mulher. No entanto, não são esses aspectos que a ala masculina valoriza quando busca um relacionamento. Ao perguntar a opinião de homens com idades entre 48 e 68 anos qual a opinião deles sobre as mulheres maduras, o resultado foi surpreende.

Aquela celulite "grita" toda vez que você se olha no espelho? Ou a maquiagem nunca mais vai ter o mesmo efeito, pois agora ela tem que brigar com os pés-de-galinha fininhos do canto do olho? Geralmente, esses detalhes chamam muito mais a atenção da própria mulher do que do outro. De acordo com o psicólogo clínico Vitor Sampaio, "aquele detalhe (aquela gordurinha sobrando, ou aquela sobrancelha torta, por exemplo) que parece enorme e que é a única coisa que chama atenção no espelho, de fato, só chama atenção, pois está ali, próxima da 'dona' do corpo. De forma geral, buscamos o 'todo harmônico' ao olhar para os outros, mas nos detemos nos detalhes quando olhamos para nós mesmos".

Tudo aquilo que as mulheres acreditam que é fundamental para o homem, na verdade, faz pouca ou nenhuma diferença para eles. Segundo o administrador de empresas Luiz Cesar Matteucci, de 54 anos, "para as mulheres na faixa de 50 anos, um pouco de gordura e de celulite não prejudicam a imagem física delas - o exagero sim, as deixa com aspecto de desleixo e sem elegância. A primeira parte do corpo feminino que gera um encanto é o rosto, pela feminilidade, depois as pernas continuam com a sequência de beleza que me atraem". E essa é a opinião compartilhada pelo funcionário público José de Souza, de 48 anos. "Todas mulheres são atraentes, pois cada uma tem algo que atrai um homem, quer seja no caminhar, na cor da pele, dos olhos, dos cabelos, até na cor da roupa que ela veste. As partes do corpo feminino que mais me atraem são os olhos e a boca. Os olhos por serem a janela da alma e a boca por ter o sorriso".

Olhos chamam mais a atenção do que a barriga. E a celulite? Faz parte. Parece que tudo o que as mulheres achavam que eles pensavam sobre elas caiu por terra. Segundo ele, grande parte da beleza feminina, afinal de contas, vem da maneira como ela se coloca. Para Antônio de Pádua Lisardo, de 60 anos, "uma mulher atraente tem que estar bem arrumada, não tem que se vestir como uma adolescente, mas algo que fique bem nela. Que seja discreta, de preferência que esteja de vestido, mas nada muito justo. Cabelos bem arrumados, um salto não muito alto e que não esteja fumando nem falando muito alto". Esdras José de Oliveira, livreiro aposentado de 68 anos, ainda coloca: "cabelos curtos, cor natural. Também gosto deles brancos, se for o caso. Claro que ela deve ter mais de 50 anos. Gosto do clássico e a maquiagem deve ser leve. As marcas do tempo têm de aparecer, caso contrário, fica artificial, cara de boneca".

Não é nada revolucionário, mas esse tipo de informação ainda pode surpreender algumas mulheres. Vitor explica essa visão. "A atração física é a primeira atração. Ou seja, é o chamariz, aquilo que atrai o olhar. É o que permite, muitas vezes, que se possa permitir a aproximação dos parceiros. Mas o físico pode não se sustentar. Claro que isso depende de quem está se aproximando: há homens que se interessam apenas pela aparência, enquanto outros valorizam muito mais uma boa conversa, a inteligência, o humor, etc.". Não que um corpo bem cuidado não seja importante, como aponta Apio Claudio Pereira, de 67 anos. "Acho essencial cuidar do físico, por isso prefiro as mulheres mais magras. Ela tem que cuidar do corpo. Não me importa celulite ou seios caídos. Acho que é o preço que se paga ao deus Cronos. Gosto do corpo como um todo, consonante com a idade, mas bem cuidado".

Por que, então, grande parte das mulheres acredita que a aparência jovem, peito, bumbum e barriga de mulheres de 30 anos são os maiores atrativos para os homens? A resposta é simples: a mídia. Vitor diz que "peitos, bunda e barriguinha são as três principais partes do corpo que são visadas, até pela mídia. No entanto, são sexys sem serem sensuais. Explico: há uma diferença entre um decote de peitos grandes e um decote de costas, bem alinhado. A diferença é a sedução. Ao valorizar as mãos, os pés, as costas, por exemplo, a mulher valoriza a sedução, a sensualidade. Ao valorizar a bunda e os peitos, a mulher valoriza a sexualidade. Um não é pior do que o outro, mas o que ocorre é que, hoje em dia, há uma supervalorização e exposição da sexualidade, e falta sensualidade. Logo, uma mulher sensual chama mais atenção, e mexe com lados inexplorados na cabeça do homem".